Arquivo de Maio, 2014

Estética e Política entre as Artes

Dando continuidade aos seminários realizados em 2012 e 2013, o ciclo de conferências e debates Estética e Política entre as Artes pretende constituir um fórum de debate sobre temas artísticos contemporâneos, incidindo especialmente sobre os aspectos estéticos e políticos da relação entre as artes (da literatura à música, passando pelas artes visuais, pelas artes performativas e pelo cinema).

O intervalo que o “entre” sinaliza permanece a característica distintiva do debate em perspectiva. Ele traduz a hipótese de que uma pesquisa sobre a política da(s) arte(s) possa encontrar um ponto de partida privilegiado numa reflexão sobre o intervalo que as separa e aproxima. Esta hipótese ganha expressividade tanto na discussão dos regimes de identificação, hierarquização, conjugação e/ou diferenciação das artes, quanto na exploração do modo como a perturbação de tais regimes pode alterar as formas de experiência e apropriação de objectos e práticas artísticos.

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Ao longo das restantes sessões – cada uma delas contando com duas conferências seguidas de debate –, investigadores, críticos, artistas, curadores seguirão o fio desse “entre” – em que se enleiam fenómenos de cruzamento, citação, montagem, tradução, entre outros – na senda de desvios de perspectiva acerca do que move a arte no, e contra, o presente.

Concepção e organização Elisabete Marques, Emília Pinto de Almeida, Filipe Pinto e João Pedro Cachopo.

11 de Junho

Música da língua, língua da música

por Mário Vieira de Carvalho

Políticas da interpretação no teatro de ópera

por Paulo Ferreira de Castro

Moderador: Manuel Deniz Silva

 

25 deJunho

As políticas da arte e a questão dos museus

por Luiz Camillo Osorio

Quão subversivas serão as manchas de verdura?

por João Queiroz

Moderadora: Elisabete Marques

Fonte: Culturgest

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Festa da Literatura e do Pensamento da América Latina

No Totem – espaço de debate – durante três dias vamos dedicar-nos a conversar sobre várias questões em torno da América Latina contemporânea, a começar pela ideia de uma identidade latino-americana. Existirá algo que se assemelhe a este conceito? É possível nomeá-lo no contexto da globalização? Haverá uma infinita diversidade de temas, regimes políticos, demografias diferenciadas, propostas artísticas regionais… ou apenas identidades de autores? Com alguns dos melhores especialistas oriundos da América Latina ou estudiosos deste problema vamos abordar este e outros temas.

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Totem usado para as conferências.

De 20 a 22 de Junho de 2014 no Totem do Jardim da Fundação, com entrada Gratuita.

Fonte: ProximoFuturo

Dancem!

No âmbito do Dancem! 2014, que arranca sexta-feira, uma centena de bailarinos invadiu o Metro do Porto. Hoje, a companhia portuense liderada por Né Barros protagonizou uma flash mob na entrada do Metro da Trindade, durante 15 minutos.

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Jovens a fazerem parte desta acção.

Esta iniciativa antecipa festival que sobe ao palco do Teatro Nacional São João e do Teatro Carlos Alberto até 7 Junho.

Fonte: Público

 

Cabide, a revista “ao vivo”

Cabide é uma revista: tem um plano editorial jornalístico e uma posição editorial, mas nada disto é vendido em papel na banca de um quiosque, ou até mesmo online. Nenhum dos seus conteúdos está sequer escrito. Cabide é uma revista “ao vivo”, em que as entrevistas, os debates, os ensaios acontecem no palco à frente dos leitores.

842127Entre quinta-feira e domingo, no Cinema S. Jorge, em Lisboa, o jornalista João Pombeiro e o designer Luís Alegre – directores da revista – apresentam o plano editorial que organizaram para responder à pergunta do primeiro número: “Saberemos tomar conta de nós?” Todas as edições desta revista semestral, vão ter como ponto de partida uma pergunta que se prende com actualidade. Neste caso, a pergunta é motivada pela saída da troika e pelas eleições europeias. João Pombeiro, sublinha querer uma revista abrangente.

O logótipo desenhado por Luís Alegre junta um ponto de interrogação com uma chaveta, o que, para além ser uma referência ao jornalismo impresso, resume a ideia de uma mesma pergunta que dá origem a uma variedade de respostas.

O objectivo de João Pombeiro era fundar uma revista, “como deve ser sonho de quase todos os jornalistas”, diz. Quanto ao ,nome, esse resume-se a: Cabide, uma revista generalista que “deixasse o leitor pendurado, ou seja, agarrado”. O orçamento para manter uma publicação no seu modelo tradicional era um problema, mas nasceu a ideia da revista ao vivo, um conceito que pesquisaram, mas que não encontraram em mais lado nenhum. A vantagem, diz o director, está na proximidade entre o leitor e a informação – qualquer espectador pode intervir e questionar directamente.

As sessões que a Cabide apresenta no seu primeiro número diferem, sublinha João Pombeiro, de um festival ou de um ciclo de conferências. As escolhas de programação são por si a tomada de uma posição editorial face ao tema, e isso estará expresso no editorial que vai ser afixado pelo edifício, diz. Além disso, cada sessão quer ser a entrada directa do leitor num artigo jornalístico típico de uma revista, sem as formalidades de uma conferência tradicional – há o artigo de Carla Quevedo com o título Palavras de crise, no sábado, os debates sem moderação de sexta a domingo, e a crónica humorística de Tiago Rodrigues, Carta à despedida da troika, entre outras sessões que nunca são simultâneas para que, comprando um bilhete, o leitor possa assistir a tudo.

Além disto, a revista Cabide tem sugestões culturais associadas ao seu tema. Para a primeira edição, amanhã à noite pode-se assistir ao espectáculo de You Can’t Win, Charlie Brown, no S. Jorge, e da peça com dramaturgia de Pedro Mexia, O Lago Constança, em cena no mesmo lugar, de quinta a domingo.

Tal como numa publicação tradicional, uma parte importante do seu financiamento vem dos anunciantes, a outra dos exemplares vendidos, neste caso, a bilheteira. A preocupação dos seus directores é que a presença da publicidade – nas vitrines do S. Jorge e de outras formas mais interactivas, à semelhança do que acontece nos festivais – seja claramente separada do que são os conteúdos da revista.

Fonte: Público

O lugar da cultura no jornalismo contemporâneo

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