Arquivo de Junho, 2014

713051f3-8e33-4d63-8494-905796fb87b4

Creative Europe Desk – UK – Culture

‘Culture’ Opportunities: Information Seminars

We’re on the road with a series of free information events for organisations seeking funding under the Creative Europe Culture sub-programme, particularly those developing a ‘Cooperation Project’ for the 1 October 2014 deadline.

creative-europe

Register now to ensure your place.

Manchester, Friday 27 June,
1.30 – 4.30pm
Arts Council England, The Hive, 49 Lever Street,
Manchester, M1 1FN
Register at ceculturemanchesterseminar.eventbrite.co.uk

London, Monday 30 June,
1 – 4pm
Europe House, European Commission Representation UK,
32 Smith Square, London, SW1P 3EU
Register at cecultureeuropehouseseminar.eventbrite.co.uk

Creative Europe Desk events are free to all cultural and creative sector organisations and refreshments will be provided.

Please note that booking is limited to two places per person. Don’t forget to forward this invitation to colleagues who would benefit and remember to cancel your reservation if you’re unable to attend.

Culture Opportunities Seminar

Christoph Jankowski, Head of Creative Europe Desk (Culture) England & UK Lead for Culture, will present the four funding opportunities, the objectives and the eligibility criteria, which will prepare you for the task of developing a successful Creative Europe project and application.

We’ll also be joined by previous recipients of ‘Culture’ funding (the EU programme from 2007-2013). Their experience of building and maintaining strong international partnerships and delivering varied projects will provide invaluable insight into the practical and creative considerations at every step of the process.

________________________________________

The Creative Europe ‘Culture’ sub-programme supports:
Strengthening of the sector and capacity building
Audience development
New business models
Digital projects
________________________________________

Funding opportunities available:

Cooperation Projects enabling multilateral, art-form specific and interdisciplinary collaboration
Literary Translation by established publishers and publishing houses
European Networks for sustainable learning and exchange across specialist networks
European Platforms encouraging innovative approaches to audience development
________________________________________

The session will focus on ‘Cooperation Projects’
The deadline is 1 October 2014

‘Cooperation Projects’ account for 70% of the Creative Europe, Culture budget, supporting both ‘Small’ and ‘Large’ projects for up to four years.

Small Cooperation Projects:
3+ Partners from 3+ Countries (see extended Creative Europe eligibility)
Up to €200,000 (maximum 60% of the total project budget).

Large Cooperation Projects:
6+ Partners from 6+ Countries (see extended Creative Europe eligibility)
Up to €2 million (maximum 50% of the total project budget).

The first steps for developing a Cooperation Project and the application process:

1. Think about what elements of your work you would like to develop at European/international level
2. Visit the SPPACE database of successful projects for inspiration – and to see who has partnered with who on what project
3. Look for partners and brainstorm ideas (see our page “Find a partner”)
4. Develop the project concept and its activities with the partners and solidify the partnership
5. Submit the application with a detailed budget and activity schedule before 1 October 2014
6. The outcome of the application is typically sent to the applicants by the end of March of the following year
7. Projects can then begin from April/May 2015, or earlier if applicants provide a reason and are comfortable with beginning without the official green light from the Commission.

To join us in Manchester or London register now at ceculture.eventbrite.co.uk

Future Events

The details for forthcoming information seminars in other regions during July will be released soon. Follow us on Facebook and Twitter for updates.

The call for ‘Small’ and ‘Large’ Cooperation Projects is published three months before the deadline. We’ll also be running application workshops across the country to support the next stages of your application.

If you’re interested in hosting a seminar or application workshop please read the advice page on our website and contact us: creative.europe@britishcouncil.org

713051f3-8e33-4d63-8494-905796fb87b4

Anúncios

“Lisbon Sound Map” é um trabalho em progresso ao longo de cinco anos, mas com uma apresentação pública das primeiras colecções de som, depois de seis meses. Captado das estações fixas, o controlo e registo de territórios sónicos, particularmente aqueles com marcas sonoras clássicas e considerados lugares históricos (a parte pombalina da cidade), aqueles com mudanças no seu espaço acústico através de erosão e renovação urbana do espaço anterior (alguns distritos históricos) e, finalmente, aqueles que estão em processo de mudança radical, quer pela construção de edifícios ou por meio de canais de comunicação (dentro dos limites da cidade ou em áreas onde o Chefe Municipal de Planeamento permite a construção) será feito em estudos.

showImage

Lugares, habitados ou inabitados, sempre têm uma boa memória sonora cujo conteúdo pode ou não persistir no tempo. A gravação, compreensão e a manutenção das alterações do som num determinado território, constitui não só uma memória individual, mas, acima de tudo, colectiva. O álbum acústico tornou-se num instrumento indispensável e fonte de informação essencial para estudo antropológico, sociológico, cultural e urbano. Para o mapeamento de som de uma determinada área, a estratégia assumida é, primeiro, ouvir a complexidade sonora do lugar e, segundo,  desenvolver novas formas de audição que são revelados  no conhecimento e na expressão. O mapa de som na sua forma interactividade (com o uso de diferentes meios de apoio) permite o uso social, cultural e político expressos na vida diária de um lugar que poderá ser recriado anos depois, artificialmente ou removendo as causas que coagem o espaço acústico.

O projecto está a ser desenvolvido por seis portugueses apoiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, CICANT e pela Universidade Lusófona.

Fonte: Europeanasounds

 

Google estreia colecção digital de arte urbana

Projecto quer conservar digitalmente obras de arte urbana que muitas vezes acabam por desaparecer das cidades.

calcada-da-gloria

Rostos de olhar perdido ou com expressões trocistas. Rostos a derreter. Rostos felizes sem saber porquê. Um homem que é metade pássaro. Todos pintados numa parede azul. São os “Rostos do Muro Azul”, um mural com mais de um quilómetro de pinturas na rua das Murtas, em Lisboa. A partir desta terça-feira, é possível observar estes e outros murais de arte urbana sem sair de casa. O Instituto Cultural da Google lançou o Projecto de Arte de Rua que junta mais de 5000 exemplares de obras de vários países.

Em Portugal, esta colecção conta com o apoio da Galeria de Arte Urbana de Lisboa.  O projecto “Rostos do Muro Azul”, promovido pela Galeria de Arte Urbana, em parceria com o Hospital Psiquiátrico de Lisboa e que neste momento está na sua sétima fase, é apenas um dos 99 projectos de arte de rua localizados em Portugal que estão disponíveis digitalmente. Como os murais da Calçada da Glória ou as pinturas dos artistas brasileiros Os Gémeos na fachada de um prédio na Avenida Fontes Pereira de Melo.

Apesar da quantidade de murais disponibilizados, o mapa da Google utilizado para localizar estas obras de arte tem alguns erros. O pin que corresponde à galeria de arte urbana do parque de estacionamento do Chão do Loureiro está colocado no norte do país. O mural do projecto “Rostos do Muro Azul” surge fora de Lisboa.

Rua-Chao-do-Loureiro

Localização errada da Galeria de Arte Urbana na Rua Chão do Loureiro

 

Rua-das-Murtas

Localização errada do mural “Rostos do Muro Azul”

 

Um dos objectivos deste Projecto de Arte de Rua da Google é conservar digitalmente muitas expressões artísticas que acabam por desaparecer das cidades de todo o mundo. A colecção inclui imagens de trabalhos que já não existem como o mural 5Pointz, em Queens, Nova Iorque e os murais do Tour Paris 13, em França.

A base de dados pode ser pesquisada utilizando os critérios cidade, género, artista e outras categorias. Um dos artistas em destaque é o português Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils, que nesta coleção tem nove obras (em quatro países). A Google usou uma câmara especial para captar os trabalhos do artista Vhils que usa um martelo pneumático para esculpir imagens nas paredes dos edifícios. Os utilizadores podem fazer zoom in nas marcas feitas por Vhils.

Para quem quiser conhecer a história do graffiti há uma visita guiada às origens do movimento em Nova Iorque, nos anos 90, com uma selecção especial de murais. Segundo a Google, é possível ver a arte urbana produzida no México, onde existe uma grande tradição de pintura mural, visitar alguns trabalhos nas Filipinas, onde o movimento começa a dar os primeiros passos e perceber como esta técnica está a ser utilizada para revitalizar as cidades, por exemplo na Polónia.

A base de dados do Projecto de Arte de Rua da Google utiliza imagens captadas por organizações culturais de todo o mundo, muitas delas feitas com as câmaras da Google’s Street View. De acordo com o New York Times, com esta iniciativa a Google entra no debate sobre a institucionalização e comercialização de arte que é efémera e que muitas vezes é criada de forma subversiva. Em alguns casos podem levantar-se questões relativas à possibilidade de preservar legalmente algo que muitas vezes é considerado vandalismo.

O jornal norte-americano escreve que, de certa forma, a Google está a fazer aquilo que os fãs de arte de rua por todo o mundo já fazem: tirar fotografias de pinturas em murais e distribuí-las nas redes sociais. Para tentar resguardar-se, a Google só vai incluir nesta base de dados imagens fornecidas por organizações que assinem contratos comprovando que têm direitos dessas obras. A companhia diz também que não vai aceitar imagens de grupos que tentem vender a arte de rua ou imagens dessa arte.

Desta forma, a Google espera ficar de fora de um dos debates mais controversos no meio. Muitos artistas opõem-se à venda da sua arte sem autorização. O artista britânico Banksy, por exemplo, já proibiu a venda de stencis aplicados por si e tirados das paredes públicas. Para ele, essa arte pertence à comunidade. Entre as 30 instituições que deram imagens estão o Museu da Cidade de Nova Iorque, o espaço de exibição contemporânea de Dallas e o Museu de Arte de Rua em França.

O Instituto Cultural da Google é uma iniciativa lançada em 2011 que disponibiliza, online, um arquivo digital de exposições e colecções de todo o mundo. Esta iniciativa estabeleceu parcerias com instituições como o Museu Britânico, o Yad Vashem, o Museu Galileu, em Florença, o Museu de Auschwitz-Birkenau e o Museu da História Polaca, em Varsóvia.

Para além dessas parcerias, o Instituto Cultural da Google inclui o Projecto de Arte da Google (com imagens de alta resolução de obras primas de museus de mais de 40 países) e o Projecto Maravilhas do Mundo (que permite visualizar a três dimensões locais que são património mundial).

Fonte: Observador

2º ciclo Programação e Gestão Cultural |candidaturas abertas 4ª ed. 2014-15

anuncio ECAATI_2ºCiclo_Programação e Gestão Cultural_agenda cultural_14-01

Cultura pode conseguir mais financiamento se sector estiver disposto a mudar

Jorge Barreto Xavier apresentou mais um estudo que tem como objectivo melhorar a forma como o sector se financia e aumentar a recepção de apoios da União Europeia ate 2020.

"My money, my currency", Hanna Von Goeler

“My money, my currency”, Hanna Von Goeler

Para que o sector cultural possa aumentar o seu financiamento é preciso que se encare nos próximos anos a Cultura como um activo fundamental da criação de riqueza e as actividades culturais como um factor de geração de emprego. Mais do que olhar a projectos, é preciso responder a objectivos, gerar iniciativas, defendeu nesta segunda-feira o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, na apresentação do terceiro estudo do Programa Cultura 2020.

A fatia do Orçamento do Estado (OE) para a Cultura tem vindo a diminuir e por isso é preciso procurar novas formas de financiamento para as instituições culturais e estruturas artísticas. Foi para dar resposta a este desafio que Barreto Xavier criou o Programa Cultura 2020, que prevê a realização de dez projectos de investigação em áreas de acção relacionadas com as recomendações da Comissão Europeia para o sector cultural no contexto do Quadro Estratégico Europeu 2014-2020. O objectivo é aproveitar em pleno as oportunidades e maximizar os benefícios decorrentes das políticas europeias.

Nesta segunda-feira, foi apresentado o terceiro estudo, coordenado pelo gestor Nuno Vitorino, que se baseou nos apoios dados às artes entre 2010 e 2012 para traçar uma estratégia para o futuro.

Intitulado Criação de Instrumentos Financeiros para Financiamento do Investimento na Cultura, Património e Indústrias Culturais e Criativas, e desenvolvido pela We Consultants, este estudo determina que o orçamento para a Cultura pode crescer entre os 35 a 45 milhões de euros anuais se se apostar na “procura potencial de apoios financeiros reembolsáveis pelos promotores de projectos e investimentos nos domínios artísticos e culturais”. Mas para isso será preciso fazer alterações à forma como são hoje atribuídos os apoios.

“Vai ser um desafio imenso para as direcções culturais”, disse Barreto Xavier, defendendo que vão ser necessários “acertos a nível estrutural”, pelo que este estudo é “absolutamente essencial” para que se possam melhorar os serviços do Estado na área da Cultura. “Tomaremos boa nota disto para a nossa acção”, continuou o secretário de Estado da Cultura, que quer criar “outros mecanismos que vão valorizar a Cultura portuguesa”.

De acordo com o estudo de Nuno Vitorino, os concursos de atribuição de apoios públicos devem ser mais exigentes no sentido de separar as fases de avaliação da admissibilidade das candidaturas e de fixação do apoio atribuído, “procedendo à avaliação do seu mérito absoluto na primeira fase e à quantificação do financiamento na segunda”.

No estudo, concluiu-se que foram injectados um total de 6.112 milhões de euros anuais, em média, na área da Cultura para o triénio 2010-2012, e que são as indústrias culturais (2.622 milhões de euros por ano) e as indústrias criativas (2.458 milhões de euros por ano) as maiores receptoras de fundos, concentrando 43% e 40% do montante global. Já o património cultural mobilizou um financiamento médio anual de 629 milhões de euros (10% do total) e a criação artística somou cerca de 403 milhões de euros por ano.

Há também dados sobre financiamento privado na Cultura, que atinge 42 milhões de euros, em média anual, com base num levantamento não exaustivo, enquanto para o mecenato apenas foi possível quantificar o financiamento a entidades públicas da área da Cultura, num montante próximo de dois milhões de euros anuais, no mesmo período.

Para que até 2020 estes valores cresçam é preciso, lê-se no estudo, “melhorar o acesso e a participação cultural, tendo em conta que a sua abrangência e o significado são inerentes a duas considerações fundamentais: a cultura é um activo fundamental da criação de riqueza, cujo peso macroeconómico cresce com a evolução positiva dos principais indicadores de qualidade de vida e bem-estar; e, as actividades culturais são factor de geração de emprego tanto mais significativo quanto maior é o grau de desenvolvimento socioeconómico”.

“Temos de trabalhar para isso”, defendeu Barreto Xavier, para quem o investimento em Cultura não pode ser visto como uma comodidade. “Este é um caminho mais complexo, mas mais consistente.”

Esta iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura é desenvolvida pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais, em articulação com universidades e investigadores, com o apoio da Agência para o Desenvolvimento e Coesão. Este e os outros estudos já apresentados podem ser consultados aqui.

Fonte: Público

Criação de Instrumentos Financeiros para Financiamento do Investimento na Cultura, Património e Indústrias Culturais e Criativas

Plano de Estudos – Cultura 2020

cultu

Encontra-se já disponível para consulta o estudo “Criação de Instrumentos Financeiros para Financiamento do Investimento na Cultura, Património e Indústrias Culturais e Criativas“, desenvolvido no âmbito do plano de estudos “Cultura 2020”, promovido pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (Secretaria de Estado da Cultura).

+ info : http://www.gepac.gov.pt/cultura-2020.aspx

Algumas conclusões:
Os instrumentos de financiamento atualmente existentes são enquadrados em 3
tipologias:  1)  financiamento  pelo  mercado;  2)  financiamento  público  e  3)
financiamento privado;

O  financiamento  pelo  mercado  integra  os  direitos  de  autor  e  as  vendas  e
prestações  de  serviços  realizadas  no  âmbito  do  setor  cultural.  Enquanto  os
direitos de autor se cifram, em termos de média anual 2011-2012, em cerca de
34 milhões de euros, as vendas e prestações de serviços representam, em termos
médios anuais,  no período 2010-2012, cerca de 5.180 milhões de euros, ou
seja, cerca de 1,5% do volume de negócios total da economia portuguesa;

Os  financiamentos  públicos incluem  as iniciativas e  projetos  financiados  pelos
Programas  Operacionais  do  QREN  2007-2013,  cujo  montante  terá  sido
superior  a  150  milhões  de  euros  (média  2010-2012),  bem  como  os
financiamentos concedidos ao abrigo dos Programas CULTURA e MEDIA, cujo
financiamento  a  projetos  portugueses  terá  ascendido  anualmente,  em  média
entre 2010 e 2012, a cerca de 1,7 milhões de euros e, ainda, os financiamentos
do  Mecanismo  do  Espaço  Económico  Europeu,  cujos  apoios  concedidos
anualmente  se  aproximaram  de  1  milhão  de  euros,  no  período  em  análise

No  âmbito  do  financiamento  público  incluem-se  igualmente  as  despesas  da
Administração Central, Regional e Local em Cultura, cujo valor anual global se
cifra, em média, em cerca de 826 milhões de euros (2010-2012);

As dotações orçamentais dos serviços da área da Cultura têm vindo a registar
uma  diminuição  progressiva,  tendo  estabilizado  num  valor  próximo  de  180
milhões de euros anuais, nos anos mais recentes;

Os financiamentos atribuídos pelos serviços da área da Cultura,  no período em
análise (2010-2012),  concentram-se na Direção-Geral das Artes (cerca de 16
milhões de euros anuais, em média), no Instituto do Cinema e do Audiovisual
(cerca  de  20  milhões  de  euros)  e  no  Fundo  de  Fomento  Cultural
(aproximadamente 25 milhões de euros);

O  financiamento  privado  diz  respeito  aos  prosseguidos  e  concretizados  por
entidades e instituições privadas, abrangendo os investimentos em arte e cultura
realizados  por  fundações  e  empresas,  o  mecenato  e,  ainda,  as  contrapartidas
aos apoios financeiros do QREN;

No primeiro caso foram identificados financiamentos próximos de 42 milhões de
euros,  em  média anual no  período  2010-2012,  com  base  num levantamento
não  exaustivo,  enquanto  para  o  mecenato  apenas  foi  possível  quantificar  o
financiamento a entidades públicas da área da Cultura, num montante próximo
de  2  milhões  de  euros  anuais  no  mesmo  período,  e,  por  último,  as
contrapartidas de financiamento comunitário rondaram cerca de 26 milhões de
euros anuais no período 2010-2012 no âmbito do QREN 2007-2013;

Uma  análise  em  termos  de  leitura  do  financiamento  pelos  quatro  domínios
permite  desde  logo  verificar  que,  no  total  de  6.112  milhões  de  euros  anuais
injetados,  em média,  na área da Cultura para o triénio em causa  (2010-2012),
são as indústrias culturais (2.622 milhões de euros/ ano) e as indústrias criativas
(2.458  milhões  de  euros/ano)  as  maiores  recetoras  de  fundos,  concentrando
43% e 40% do montante global. Por seu turno, o domínio “património cultural”
apresentou um financiamento médio de 629 milhões de euros (10% do total),
sendo que o domínio “criação artística” recebeu cerca de 403 milhões de euros
anuais;

A  “criação  artística”  foi  principalmente  financiada  pelo  mercado  durante  o
período  em  análise  (2010-2012),  representando  este  cerca  de  73%  do  valor
global;

O património cultural, por oposição aos restantes domínios que se financiaram
sobretudo  no  mercado,  revelou  uma  elevada  dependência  do  financiamento
público, que suportou cerca de 85% do valor total do seu financiamento  médio
anual no período em análise (2010-2012);

A avaliação da procura potencial de instrumentos financeiros pelos promotores
de projetos e de investimentos em arte e cultura foi  estimativamente quantificada
num valor indicativo anual entre 35 e 45 milhões de euros.

Algumas recomendações:
Criação  de  instrumentos  financeiros  para  financiamento  do  investimento  na
cultura,  património  e  indústrias  culturais  e  criativas,  tendo  especialmente  em
atenção que as necessidades e prioridades de financiamento nestas atividades
não são suscetíveis de plena e adequada satisfação através das modalidades e
disponibilidades financeiras atuais e previsíveis para o futuro – que justificam, em
particular na atual envolvente,  a mobilização de financiamentos reembolsáveis
de iniciativa pública, alavancados por outros recursos, designadamente privados;

Nenhum domínio ou subdomínio das atividades artísticas e culturais deve ser à
partida excluído da aplicação de eventuais instrumentos financeiros a criar;

Os  novos  instrumentos  financeiros  devem  incorporar,  nas  suas  caraterísticas  e
modelos  de  governança,  a  flexibilidade  e  adaptabilidade  adequadas  para
satisfazer especificidades dos promotores e dos investimentos;

Que seja conferida especial atenção à configuração do modelo de governança
dos  instrumentos  financeiros  –  consagrando,  para  além  de  estratégias  de
investimento coerentes com os objetivos da política pública e de uma orientação
para  resultados  dos  projetos  e  investimentos  a  apoiar,  a  autonomia  das
entidades gestoras  na  apreciação  do  mérito  das  candidaturas,  em  articulação
com  a  instituição  de  uma  Comissão  de  Investimento,  composta  por
representantes da entidade pública que financia os instrumentos financeiros e de
outras  entidades  pertinentes,  dotada  de  poderes  para  apreciar  as  propostas
apresentadas  pela  entidade  gestora  e,  subsequentemente,  para  as  aprovar  ou
rejeitar – não tendo, portanto, competência para as alterar;

Que  sejam  tomadas  em  articulação  as  normas  regulamentares  aplicáveis,  no
que  respeita  designadamente  à  elaboração  do  estudo  de  avaliação  exante
exigido,  a  realizar  por  iniciativa  das  Autoridades  de  Gestão  dos  Programas
Operacionais  financiadores  (em  particular  PO  Regionais)  e  que  sejam
concretizadas as adequadas articulações com a Agência para o Desenvolvimento
e Coesão, I.P.;

No quadro da criação de instrumentos financeiros com a vocação temática em
apreço,  devem  ser  frontalmente  superadas  as  seguintes  condicionantes:
maximização  da  complementaridade  entre  as  modalidades  de  financiamento
correspondentes  a  subsídios  e  instrumentos  financeiros  (minimizando  a
competição entre elas); consagração de condições de financiamento favoráveis
nos  instrumentos  financeiros,  sobretudo  no  que  respeita  a  maximizar  o  seu
potencial  de  flexibilidade  e  adaptação  às  especificidades  dos  projetos  e  dos
investimentos,  a  praticar  taxas  de  juro  e  prazos  de  amortização  (maturidades)
competitivas e a aplicar mecanismos de garantia mútua que substituam, total ou
parcialmente, as garantias reais habitualmente exigidas.

 

Oferta de estágio remunerado IEFP

OFERTA ESTÁGIO REMUNERADO  IEFP, para licenciados e ou mestres com interesse nas áreas
de produção, gestão e marketing de forma a reforçar a equipa do recém criado Centro de Criação da Plataforma das artes de rua associado à companhia Artelier – com protocolo com o Município de Loures e trabalho regular nacional.
image002
Candidaturas, marketing institucional, projectos de parcerias e gestão do equipamento são funções a desempenhar no âmbito deste estágio emprego.
Link de um trabalho a decorrer (Lisboa A Mala)
Agradecemos aos candidatos o envio de CV para :  geral.par.pt@gmail.com  à atenção de Fernanda Poeira
Contacto de marcação de entrevistas:
965697778