Arquivo de Julho, 2014

Formação em financiamento em projetos culturais | inscrições abertas

Rui Matoso, Professor na Universidade Lusófona/ECATI, irá ministrar o workshop “Financiamento de Projectos Culturais através de Patrocínio, Mecenato e Crowdfunding” no Museu de Lamego, nos próximos dias 19 e 20 de setembro.

 

Dotar os formandos de competências na área da angariação de financiamento privado através de duas ferramentas de comunicação distintas, o Patrocínio e o Mecenato, e uma terceira, mais recente, o Crowdfunding, é o grande objetivo da ação de formação que o Museu de Lamego organiza nos próximos dias 19 e 20 de setembro. “Financiamento de Projectos Culturais através de Patrocínio, Mecenato e Crowdfunding” pretende assim responder à necessidade cada vez mais premente de encontrar formas alternativas e estratégicas de financiamento.

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Estação das Orquestras’14

20 orquestras e agrupamentos musicais, mais de 100 concertos, mais de 40 localidades.

“Estação das Orquestras” é uma plataforma de divulgação da programação das orquestras e agrupamentos musicais portugueses, durante o período de verão, que utiliza meios de promoção e de comunicação adicionais aos disponibilizados pelas próprias organizações, tendo em vista atrair novos públicos e oferecer uma maior visibilidade à actividade artística desenvolvida por estas entidades. A iniciativa reúne, sistematiza e divulga informação sobre a agenda de concertos das principais orquestras do país, num website especificamente criado para o efeito – www.estacaodasorquestras.pt – de modo a assegurar uma cobertura e promoção em todo o território nacional e a alavancar e garantir maior expressão pública à respectiva actividade musical.

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Esta acção facilita uma leitura alargada sobre a riqueza e acessibilidade da oferta musical disponível durante os meses de verão, estimulando uma visão da amplitude e diversidade da programação musical existente no país. A sua implementação destaca os resultados do trabalho desenvolvido por um conjunto significativo de organizações culturais da área da música, apoiadas ou suportadas pelo serviço público do Estado, relevando, em simultâneo, o esforço e o empenho aplicados por agentes e programadores culturais, públicos e privados, no desenvolvimento da actividade cultural e artística em todo o território nacional.
A concepção de uma comunicação agregadora do conjunto, para além de reforçar os meios próprios que cada organização desenvolve para a captação dos seus públicos específicos, permite uma leitura sistémica do universo musical em questão e favorece o reconhecimento público do sentido cultural e artístico de géneros musicais menos concorridos. A criação de uma imagem institucional e de uma identidade específica permite promover um sentido de convivência e de proximidade que facilita a adesão de novas audiências, incluindo o diálogo com as populações estrangeiras que nos visitam.
Com mais de 100 concertos ao longo dos meses de Julho, Agosto e Setembro, até ao dia 1 de Outubro, data em que se celebra o Dia Mundial da Música, e a participação de 20 orquestras e agrupamentos musicais, o programa “Estação das Orquestras” insere-se na acção do Governo de Portugal orientada para o reforço da divulgação da música e dos seus intérpretes junto de segmentos mais amplos da população nacional, num esforço de alargamento de públicos e no cumprimento da missão de criação e sedimentação de acesso à fruição cultural por parte de todos os portugueses.
“Estação das Orquestras” é uma iniciativa do Secretário de Estado da Cultura — Governo de Portugal.

Fontes: Estação das Orquestras

Pela Cultura e pelo Turismo

Instituições do Porto criam novo circuito turístico com bilhete único

Seis instituições do Porto assinaram hoje um acordo de cooperação para promover o turismo na cidade, que prevê a criação de um novo itinerário e o lançamento de um bilhete único de acesso a diversos espaços culturais.

O protocolo de cooperação foi esta manhã assinado entre Associação Comercial do Porto (ACP), Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP), Câmara do Porto, Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), Irmandade dos Clérigos e Cooperativa Árvore.

De acordo com o protocolo, o objectivo destas instituições passa também pela “produção de conteúdos” que permitam oferecer uma programação cultural destinada aos turistas, nacionais e internacionais, bem como pela intenção de realizar programas conjuntos para candidatar ao novo quadro comunitário de apoio (2014-2020).

Porto

As instituições aceitam também “criar um itinerário conjunto” para alguns dos seus equipamentos culturais, cujo acesso será feito através de um bilhete único, a lançar até ao final do ano.

Com um único bilhete, os turistas conseguirão visitar o Palácio da Bolsa, a Casa e o jardim da Prelada, o museu e a igreja da Misericórdia, a sede da Cooperativa Árvore, a Casa do Infante, a torre dos Clérigos e o IVDP.

O presidente da ACP, Nuno Botelho, considerou que esta assinatura “ilustra aquilo que de melhor a cidade tem”, com a união de seis instituições para partilhar conhecimentos e potenciar turisticamente o Porto e a região.

Na ocasião, o responsável criticou a forma “pouco criteriosa” como “os fundos comunitários estão a ser aplicados no turismo”, apontando como exemplo a abertura de uma loja interactiva em Vizela, que contou com 159 mil euros de comparticipação.

“É absurdo, sem sentido e chegou a hora de nós, cada um de nós, começar a analisar isto de outra forma”, disse. “A ACP não se calará perante estas situações”, acrescentou.

O vereador da Cultura da Câmara do Porto, Paulo Cunha e Silva, adiantou que esta iniciativa se insere no objectivo da autarquia de dinamizar a zona do Centro Histórico e que “é possível que outros espaços [municipais] se juntem”, designadamente a Casa-Museu Guerra Junqueiro.

Cunha e Silva disse ainda que a Câmara também já está a trabalhar na hipótese de criar um bilhete único de acesso aos seus espaços/equipamentos culturais, tendo em conta que “o turismo na cidade está a crescer”.

O protocolo poderá no futuro ser alargado a outras instituições da cidade, sendo que o Museu Soares dos Reis e o Ateneu Comercial já demonstraram interesse em integrar este novo circuito turístico.

Actualmente, visitar a torre dos Clérigos custa dois euros, a Casa do Infante 2,20 euros e o Palácio da Bolsa sete euros.

O IVDP promove apenas provas de vinho, mas equaciona alargar a sua programação a partir de agora.

Fonte: Notícias ao Minuto

 

Festival das Artes de Coimbra

6º Festival das Artes de Coimbra

Apoiar as Artes faz parte da nossa Cultura

Depois da Noite, Água, Paixões e Viagens, o 5º Festival das Artes que a Fundação Inês de Castro impulsionou abre-se ao tema da Natureza. A escolha parece óbvia, pois tendo o seu centro na Quinta das Lágrimas não pode haver tema mais adequado.

Como no ano passado, voltámos a não ter qualquer apoio do Estado centrado em Lisboa. E, mais uma vez, a vontade dos nossos amigos (reunidos na Liga dos Amigos do Festival das Artes amigosfartes@gmail.com), a generosidade de muitos dos artistas, grupos convidados e fornecedores que aceitaram condições muito favoráveis para exprimir o apoio e solidariedade ao Festival, a força dos nossos mecenas e em especial o acréscimo de apoios da Câmara Municipal de Coimbra, EDP, CGD e da Direcção Regional da Cultura do Centro re-fizeram o milagre.

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O 5º Festival das Artes aqui está com um programa de que nos orgulhamos, pois sacrificar a qualidade nunca seria para nós uma opção. No palco do Anfiteatro da Colina de Camões, o ciclo da Música traz-nos de novo a Orquestra Gulbenkian e a Orquestra de Câmara Portuguesa de Pedro Carneiro que em 2009 dirigiu o nosso primeiro concerto sinfónico. Um momento excepcional será a leitura do Sermão de Santo António aos Peixes, por João Reis. E a Orquestra Metropolitana, o recital de piano de António Rosado, a Sagração da Primavera pela CNB, serão outros momentos cimeiros assim como o é a vinda do Fado de Lisboa, com Cuca Roseta, a Coimbra, um património da Humanidade homenageando o mais recente. E não podemos esquecer os outros ciclos de gastronomia, do cinema, das conferências, das artes plásticas e o serviço educativo: tudo pode ser visto mais em detalhe neste programa e no site www.festivaldasartes.com.

Não temos dúvidas de que o Festival das Artes de Coimbra está consolidado como um dos momentos de excelência no panorama cultural português; essa a nossa missão que vamos tentar continuar a cumprir. Por isso quero agradecer mais uma vez aos artistas e aos mecenas que continuam a acreditar em nós, e aos meios de comunicação social, aos programadores, aos hotéis da Quinta das Lágrimas, Vila Galé e Astória, e a todos os que com muita generosidade e dedicação permitem, com um orçamento muito apertado, dar-vos um festival que já tem nível internacional. E também – e quiçá sobretudo – agradecemos a todos vós, os milhares que nos honram com a vossa presença nos vários eventos e que demonstram que Coimbra e a Região Centro respondem sempre que se lhes oferece a qualidade que desejam e a merecem.

Apresentação Festival das Artes de Coimbra 2014

Fonte: Esectv , Youtube , Festival das Artes

Festival de Arte Pública, S. Miguel

4ª Edição Festival de Arte Pública

GALERIA W&T | Banif – Largo de São João (Antigas Instalações da Fiat)

WT

Bem vindos aos Açores e à 4ª Edição do Walk&Talk Azores/Festival de Arte Pública. Estamos a preparar-nos para receber mais de 60 criadores de múltiplas nacionalidades, que serão responsáveis por dar corpo a um programa cultural alargado que conjuga a criação de um roteiro de intervenções inéditas no espaço público com exposições, performances, concertos, workshops, laboratórios e conversas temáticas.

Dentro e fora de portas, seja pela mão de talentos locais ou de criadores internacionais, durante os 17 dias em que o Walk&Talk decorre, a ilha de São Miguel transforma-se num palco aberto às múltiplas expressões artísticas contemporâneas, fomentando um ambiente propício à concriação e à partilha cultural.

Vem descobrir a tua natureza criativa!

22H – Abertura Galeria W&T

Exposição Coletiva

Music&Live Visuals

CVLT + ALPHA CHANNEL

 

Fontes: Walk&Talk Açores , Agenda Viral

Celebrar a cidade através dos Jardins Efémeros

Pensar a cidade com exposições em lugares inesperados, um simpósio internacional de som ou concertos excelentes, como foram os de sexta e sábado de Nils Frahm ou Bruno Pernadas. São os Jardins Efémeros de Viseu. Começaram na última sexta-feira. Terminam no próximo domingo.

861539No final o bispo de Viseu D. Ilídio Leandro levantou-se do lugar e dirigiu-se ao músico alemão Nils Frahm agradecendo-lhe com fervor o magnífico concerto que tinha acabado de proporcionar no espaço da Sé, perante um público em êxtase que esgotou a catedral. Foi este sábado à noite no Jardins Efémeros, um acontecimento multidisciplinar que acontece pela quarta vez em Viseu, e que se distingue cada vez mais pela singularidade, exigência e qualidade.

O concerto do virtuoso dos teclados foi o momento mais congregado até agora do evento (que teve início sexta-feira e se prolonga até ao próximo domingo) mas está longe de ser o único destaque de algo que não quer cingir apenas o seu impacto aos dias em que ocorre. Quer contaminar, inquietar e mostrar que há mais mundo para lá do que estamos habituados a viver. Ou como diria Sandra Oliveira, a dinamizadora: “esperança é uma palavra da qual não abdicamos.”

Ao longo de quatro anos o Jardins Efémeros foi crescendo sustentadamente e hoje já constitui exemplo de como ocupar espaços devolutos do centro histórico das cidades, através da cultura, conquistando não só os mais exigentes, como a população em geral. A programação tem em conta a experimentação e novas linguagens artísticas, criando pontes entre Viseu e o mundo, mas também o contexto onde se situa, a história, as pessoas e a vivência da cidade.

861538“Nunca vi tanta gente à porta da igreja” dizia alguém na sexta-feira à noite, quando uma pequena multidão se aglomerou à entrada igreja da Misericórdia, para assistir ao concerto do alemão Robert Henke, ou seja Monolake, um dos mais conceituados alquimistas electrónicos. O alemão preparou uma sessão singular para Ableton (instrumento pelo qual é reconhecido) e órgão de igreja, tocado pela alemã Susanne Kirchmayr (Electric Indigo), perante uma assistência que se deixou submergir pela solenidade do lugar e pelo som ambiental.

Na noite de sábado, no mesmo lugar, Orla Wren, ou seja Tui, também apresentou um concerto original com imagens projectadas no interior de uma estrutura criada pelo artista em Viseu. E também única foi a performance vocal e visual do artista grego Mikhail Karikis (com colaboração do poeta Daniel Jonas) no magnífico espaço do claustro do Museu Grão Vasco, onde as noites acabam em festa com sessões DJ – na sexta foi Paulo Furtado e sábado Electric Indigo.

Ou seja, há lugar para linguagens contemporâneas exploratórias e novas perspectivas na interpretação das cidades e do mundo. Mas também há mercados, oficinas ou debates, fazendo participar a população numa dinâmica que congrega arquitectura, cinema, artes visuais, música, som, dança, ciência ou cidadania. Tudo a acontecer no centro histórico, num ambiente descontraído e salutar.

Para as três centenas de artistas, investigadores, curadores ou arquitectos envolvidos no acontecimento o desafio era pensarem Para Lá do Visível. Nesse contexto artistas sonoros como o grego Mikhail Karikis e os portugueses Pedro Tudela, Miguel Carvalhais e Vítor Joaquim ou os alemães Hands on Sound criaram peças de arte sonora para o museu Grão Vasco, enquanto Pedro Rebelo e Ricardo Jacinto desenvolveram a instalação sonora Mesas, numa das artérias mais conhecidas, a rua Direita, colocando vários tipos de mesas suspensas ao longo da rua, revelando memórias sonoras.

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Nos lugares mais inusitados é possível ver exposições. Por exemplo, nos três pisos da casa Farmácia Pinto, há desenhos e fotografia de Paula Magalhães e Nicolau Tudela, ou textos, imagens de sons de Isabel Nogueira e Paulo Furtado, enquanto o magnífico espaço do antigo edifício do Orfeão é ocupado por uma exposição colectiva (André Cepeda, Miguel Palma, Gustavo Sumpta, Ghuna X, Rodrigo Areias ou Eduarto Matos), com curadoria de Miguel Von Hafe Pérez.

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Descobrem-se espaços. Discute-se os centros das cidades e as reabilitações. Promove-se a cooperação. Como na feitura de Casulo, peça arquitectónica que nasceu a partir do arquitecto Álvaro Pereira e de centenas de pessoas de várias instituições da cidade, que conceberam um casulo de 14 metros de comprimento, feito de dez mil corações de origami, unidos por 500m de ferro e 1, 5km de lã. Uma peça visível por dentro e fora. A ideia, segundo Pereira, é mostrar que podem acontecer metamorfoses dentro das pessoas.

Fonte: Público

Est Art

Uma Feira do Futuro

Feiras internacionais de arte contemporânea há muitas. Por isso quando decidiu criar uma feira destas em Portugal, Luís Mergulhão teve em conta que só valia a pena se fosse diferente e com grande capacidade de atracção para galeristas, coleccionadores e apreciadores de arte em geral. A Est Art Fair 2014, que estará de hoje até às 20h de domingo aberta ao público no Centro de Congressos do Estoril, pretende por isso ter o modelo de uma “feira do futuro”.

estartfair-estoril1013jul2014-img-960x765-bO que quer isso dizer? Além da zona de negócio propriamente dita, com as 35 galerias internacionais de “grande prestígio”, a direcção da Est Art Fair apostou em dividir os 4.500m2 do recinto, dando espaço igual a uma zona chamada curatorial onde está alojada a exposição ‘Desenhar o Mundo/Drawing the World’; os Solo Projects, onde foram convidados artistas a apresentar projectos específicos, um conjunto de quatro debates (Art Talks) e uma secção dedicada a livros de artistas. “Queremos valorizar a feira como um ponto de encontro”, explica Luís Mergulhão.

Além de apostar neste lado menos comercial, esta primeira feira internacional optou, segundo Luís Mergulhão, por uma dimensão menor do que a das grandes feiras, como a Arco Madrid, nos gigantescos pavilhões da Ifema, de onde o visitante sai extenuado. “As feiras estão tendencialmente a tornar-se mais pequenas”, sustenta. E o Centro de Congressos do Estoril foi a primeira opção, tendo o tamanho justo. Além do mais, explica, “o Estoril está numa linha contígua a Lisboa. Para um estrangeiro que nos visite, é um sítio com um enorme apelo”. O Centro de Congressos foi cedido pela Câmara de Cascais. “Mas de resto, optámos por não pedir apoios institucionais. A ideia é que no futuro possa haver apoios de entidades ligadas não só às artes como ao sector económico”. Pormenor adicional, a Est Art Fair fecha a temporada das feiras internacionais. É a última, já em pleno Verão.

Para já, afirma Luís Mergulhão, a pujança da capacidade de mobilização dos agentes portugueses ficou provada “com a adesão espontânea de grandes galerias internacionais que foram convidadas e que aceitaram estar presentes”. É que em vez de um convite geral dirigido a todas as galerias, foi criado um comité internacional de selecção que escolheu a dedo quem queria que estivesse no Estoril. Barbara Thumm (Berlim), Eduardo Brandão (São Paulo), Pedro Maisterra (Espanha) Pedro Oliveira (Porto) e Vera Cortês (Lisboa) são os elementos desse comité. E entre as galerias presentes contam-se as reputadas Air de Paris (França), Jacqueline Martins (São Paulo), Kurimanzutto (Cidade do México) e a Malborough Contemporary (Londres).

Lissitsky como modelo

A Est Art Fair é um evento que mistura uma feira e uma exposição com dois grupos que trabalharam de forma distinta. O grupo curatorial, dirigido por Delfim Sardo, inclui a portuguesa Filipa Oliveira e o brasileiro Moacir dos Anjos. E também este grupo fez uma escolha muito precisa. Para os Solo Projects, foram convidados nove artistas que vieram representados pelas suas galerias. A proposta foi a de cada artista apresentar o seu projecto “a partir de um clássico da arte do século XX, a intervenção de Lazar Lissitzky, apresentada em 1923 em Berlim, e ocupando o espaço preciso de 3,46 m de largura por 3,20 de altura”, explica Delfim Sardo, acrescentando que “a adesão das galerias foi imediata, só duas não conseguiram vir por motivos de agenda”.

Na exposição ‘Drawing the World’, a peça de Lawrence Weiner apresentada na Bienal de Veneza do ano passado está colocada à entrada da feira. E entre as várias obras, conta-se “as seis peças de Gordon Matta-Clark, sobre papel recortado, e que são uma referência no último quartel do século XX”, diz Delfim Sardo. Encarando o desenho num sentido amplo, a exposição inclui uma obra de 1979 de Helena Almeida que é o som de um lápis a desenhar, ou a peça de Dennis Oppenheim, nada mais que um vídeo do filho dele a tentar reproduzir numa parede o desenho que ele lhe está a fazer nas costas.

O desenho surgiu como tema da primeira edição, “porque a prática do desenho é uma espécie de zona íntima dos artistas. A adesão das galerias e das entidades emprestadoras das obras fez-nos perceber que, de facto, é um tema importante na arte contemporânea, mas tem sido pouco explorado”, explica.

As Art Talks versam igualmente a temática do desenho e são acessíveis a todos os visitantes.

Fonte: Sol