Arquivo de Outubro, 2014

Tiago Rodrigues é o novo director do D. Maria II e Miguel Honrado preside à administração

SEC não reconduz João Mota e convida Tiago Rodrigues para o cargo. Honrado abandona empresa que gere equipamentos culturais de Lisboa.

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O encenador, dramaturgo e actor Tiago Rodrigues foi nomeado pela Secretaria de Estado da Cultura como o novo director artístico do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, substituindo assim João Mota, encenador e fundador do teatro A Comuna, à frente deste teatro desde Novembro de 2011 e cujo contrato termina no próximo mês. Tiago Rodrigues diz-se pronto “para fazer das tripas coração” e tornar o D. Maria II “no motor da criação artística”.

Em comunicado, a Secretaria de Estado da Cultura (SEC) anunciou ainda que Miguel Honrado, desde 2007 presidente da EGEAC, a empresa que gere os equipamentos culturais da Câmara de Lisboa, será o novo presidente do conselho de administração do mesmo teatro, substituindo assim Carlos Vargas.

Miguel Honrado, que volta ao D. Maria, onde em 1994 desenvolveu a programação internacional na área do teatro, no âmbito de Lisboa 94 – Capital Cultural da Europa, ficará em funções na empresa camarária até Janeiro, segundo Rita Castel-Branco, directora de comunicação da EGEAC. Contactado pelo PÚBLICO, Miguel Honrado não quis para já prestar declarações.

Tiago Rodrigues, nascido em 1977, é actor, dramaturgo, produtor, encenador e ainda director artístico do Mundo Perfeito, estrutura que criou em 2003 com Magda Bizarro. É com esta companhia que tem vindo a desenvolver o seu trabalho, tendo apresentado cerca de três dezenas de espectáculos.

“É uma honra muito grande suceder a João Mota, que é um artista por quem tenho uma grande admiração e amizade”, reage ao PÚBLICO Tiago Rodrigues, mostrando-se muito “entusiasmado” com o convite que recebeu com “especial carinho” por se tratar do D. Maria II. “É um teatro de missão, compreendida na lei e que é muito clara, cabe-me agora interpretar essa missão”, diz, explicando ter pela frente “muitas frentes de combate”.

Com Tiago Rodrigues no D. Maria haverá espaço para a dramaturgia portuguesa, mas também para a universal, para a educação e para a formação de públicos. “É para continuar o trabalho de um teatro que está em muito bom estado”, prossegue, garantindo que a actual programação, anunciada por João Mota em Setembro, “será cumprida e subscrita” por si.

Quando apresentou a programação para a temporada de 2014/2015, João Mota confessou até já ter projectos para a rentrée de 2015 – se se confirmasse a sua recondução na direcção artística do D. Maria II. O seu contrato termina a meados de Novembro, pelo que Tiago Rodrigues só deverá entrar em funções em Dezembro. Os dois já falaram, conta Tiago Rodrigues, explicando que ainda trabalhará com Mota até ao final do ano para compreender o trabalho que vinha a desenvolver no teatro. Em Janeiro, assumirá as funções em pleno.

João Mota foi convidado em Novembro de 2011 pelo então secretário de Estado da Cultura Francisco José Viegas, depois de este ter decidido não reconduzir Diogo Infante como director artístico. Na altura, Diogo Infante cancelou a programação devido aos cortes financeiros – Tiago Rodrigues chegou a manifestar-se publicamente a favor de Infante.

Sabe que tem um “grande desafio” pela frente, mas garante que trabalhará na leitura de um teatro de missão com base naquele que tem sido o seu trabalho até aqui. “O primeiro passo a dar será reflectir, imaginar e dialogar”, diz, afirmando-se “cheio de energia para fazer das tripas coração”. Tiago Rodrigues não quer que o D. Maria II seja apenas o espelho da criação artística nacional: “Quero que seja o motor da criação artística.”

Apesar de não ter experiência na direcção de um teatro, Tiago Rodrigues é um nome conhecido no meio. Como actor, esteve recentemente no São Luiz, em Lisboa, e no Teatro Carlos Alberto, no Porto, com Albertine, O Continente Celeste, peça de Gonçalo Waddington que protagonizou ao lado de Carla Maciel.

Como encenador, o agora novo director artístico do D. Maria II apresentou no âmbito do Alkantara Festival, em Lisboa, Bovary, espectáculo que está em digressão. O Mundo Perfeito tem, aliás, mais sete peças em digressão, entre as quais estão o espectáculo de 2012, Três Dedos abaixo do Joelho, e By Heart, peça do ano passado.

Uma carreira preenchida e diversificada que passa também pela escrita para jornais, pela participação em importantes festivais europeus e por colaborações com o colectivo teatral belga Tg Stan, com que trabalha desde 1998, ou a escola de dança contemporânea PARTS, de Bruxelas, dirigida por Anne Teresa de Keersmaeker, uma das maiores coreógrafas da actualidade.

Para Mark Deputter, director artístico do Teatro Municipal Maria Matos, “esta é a escolha acertada em décadas”. “Já há cerca de dois anos que penso no Tiago Rodrigues como uma opção, fico muito contente que tenha acontecido agora, é uma óptima escolha, faz todo o sentido”, diz. “O Tiago é um encenador que já demonstrou não só que tem um trabalho que é muito relevante, como tem um alcance de público muito alargado, não é um nome menor comparativamente com os outros directores do D. Maria”, explica o belga, recentemente reconduzido na direcção artística do Maria Matos. Para Deputter, o encenador terá agora de “encontrar o seu próprio estilo, o seu próprio caminho”. “É bom que se tenha escolhido alguém no auge da sua carreira e que tem força de trabalho, capaz de fazer mexer as coisas, nestes tempos difíceis para a cultura, precisamos disso.”

Tiago Rodrigues mostrou o seu apoio a António Costa as primárias do PS, em Julho, vendo no presidente da Câmara de Lisboa “a pessoa certa para criar e liderar um projecto político que seja uma alternativa que ofereça ao país uma democracia onde a cultura tenha um papel absolutamente fundamental”.

Fonte: Público

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APORFEST a dar um passo em frente

APORFEST, a mais recente Associação de Festivais Musicais em Portugal, disponibiliza artigos de investigação / Estudos (internacionais) sobre  eventos.

Já se encontra disponível aos associados (todas as modalidades) a primeira compilação de artigos de investigação sobre festivais de música, que foram publicados nas maiores revistas de investigação internacional.

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Artigos:

– Green events, value perceptions, and the role of consumer involvement in festival design and performance

 – Sustainability Everywhere: Problematising the “Sustainable Festival” Phenomenon

 – What Facilitates a Festival Tourist? Investigating Tourists’ Experiences at a Local Community Festival

 – Festival Legitimacy and Resource Acquisition: Strategies for Growth and Survival

 – Design and Implementation of Festival Search System based on Mobile Environment

Estes artigos serão enviados para o email de registo do associado ou empresa/ festival.

Fonte: APORFEST

Conferência “Cultural and Heritage Tourism”

Análise dos conceitos «Cultural & Heritage Tourism», na Universidade Lusófona.

Por iniciativa do Departamento de Turismo da Faculdade de Ciências Sociais Educação e Administração, em estreita colaboração com a Progestur, está prevista para os dias 30 e 31 de Outubro e 1 de Novembro a realização, num dos auditórios da nossa Universidade, de uma conferência internacional subordinada ao tema Turismo e Património Cultural (em inglês «Cultural & Heritage Tourism»), aí se prevendo uma análise dos conceitos, realidades e perspectivas inerentes a esses conceitos.
Multiplicidade de temas podem, pois, vir a ser equacionados, numa época em que a procura turística se direcciona cada vez mais para as realidades ligadas ao património cultural nos seus mais diversos aspectos: paisagístico, arquitectónico, urbanístico em geral, arqueológico… não se descurando os diferentes aspectos do património imaterial.
Desenvolvimento, oportunidades de negócios, cultura popular, identidade, inovação, cooperação inter-regional, empreendedorismo, rotas turísticas, festivais, gastronomia e, até, literatura – constituirão, pois, tópicos a desenvolver por especialistas em cada uma dessas áreas.

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A conferência apresenta-se, por consequência, como forma de realçar o trabalho que, desde há vários anos, tem vindo a ser desenvolvido na licenciatura em Turismo quer pelos seus docentes quer também pelos seus antigos estudantes, muitos deles lançados já, em Portugal ou no estrangeiro, em experiências profissionais deveras cativantes.
A parceria com a Progestur, uma empresa turística que se tem notabilizado, por exemplo, na realização dos Festivais da Máscara Ibérica, vem na sequência de uma colaboração que não é de agora – recorde-se o Congresso Internacional “Masks & Masquerades – The Multiple Faces of Europe”, levado a feito na nossa Universidade nos primeiros dias de Outubo de 2010 – e reforça a vontade do Departamento de Turismo de alargar as possibilidades de abertura a entidades directamente relacionadas com o seu campo de acção, numa altura em que o turismo progressivamente se alcandora ao lugar cimeiro da economia nacional.
Depois de anos e anos a vendermos um turismo «de sol e mar», uma vez que, na verdade, em relação aos países do hemisfério norte cujos habitantes ambicionávamos receber, dispúnhamos, ao contrário deles, de um clima bem ameno e de praias acolhedoras, a globalização em que ora se mergulhou e as maiores facilidades de deslocação para destinos há poucos anos quase inacessíveis (inclusive do ponto de vista económico) vieram trazer para primeiro plano a busca das identidades, daquilo que, na verdade, distingue umas regiões das outras, os povos daqui dos de mais além – porque outras são as tradições, diferentes os costumes, diversa a maneira de ser, e nisso reside o encanto da descoberta.
Por outro lado, também os ‘destinos’ se foram aperfeiçoando na recepção.

Todos se aperceberam que não basta ‘hospedar’ confortável e deliciadamente: urge criar incentivos; importa revelar-se no que se tem de mais peculiar, quer se trate de uma tradicional festividade religiosa que arrasta multidões, quer de um petisco preparado com o ancestral requinte que o torna único. Viaja-se hoje com finalidades bem precisas, que ultrapassam em muito o mero ócio e o mui gostoso lazer. Busca-se o desanuviamento, sim, mas há que complementá-lo com alimento do espírito, digamos assim. Vai-se a Paris não apenas para passear num bateau-mouche do Sena: há que ver também a extraordinária exposição temporária que se mostra no Grand Palais; vai-se ao Saará não apenas para ver os oásis e a solidão imensa das noites no deserto, mas para sentir a alma dos berberes, conviver com eles, saber de seus hábitos e canções…
Justifica-se, por conseguinte, este novo olhar. Esta conferência será, não temos dúvida, mais uma das que, ao longo deste ano, se têm realizado. Cremos que trará novidades. Ou, pelo menos, que virá acentuar uma realidade insofismável: doravante, turismo tem de implicar, necessariamente, uma forte tónica cultural. Para isso estamos a trabalhar!

Fonte:  Universidade Lusófona

Artista na Cidade

ATÉ DEZEMBRO 2014

As palavras de Tim Etchells são o ponto de partida para uma parceria com a GAU – Galeria de Arte Urbana e uma intervenção nas paredes de Lisboa. Tim Etchells foi convidado a escrever 10 frases para Lisboa, 10 frases que interpelem os lisboetas e transeuntes e os convidem a descobrir este artista que na bienal se homenageia.

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Esta colaboração com a GAU – Galeria de Arte Urbana inscreve, nas ruas da cidade, declarações que evocam efeitos e reações provocadas pela própria natureza da criação artística. A execução da intervenção está a cargo dos artistas Daniel Teixeira e José Carvalho.

Agradecimentos AIP, Armazéns Abel Pereira da Fonseca – SARL, Faculdade de Belas–Artes da Universidade de Lisboa, Fundação Centro Cultural de Belém, Galeria Filomena Soares, MainSide Investments SGPS SA, Turismo de Lisboa, Juntas de Freguesia e UIT de cada área de intervenção.

 

Fonte: artistanacidade

Greenfest

O evento de sustentabilidade pelo 7º ano consecutivo em Portugal.

Inspirado no formato americano, o GREENFEST em Portugal conta com Pedro Norton de Matos como mentor e celebra a 7ª edição em 2014.

É o maior evento de sustentabilidade do país e celebra anualmente o que de melhor se faz ao nível da sustentabilidade nas vertentes  ambiental, social e económica.

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Posicionamo-nos como uma plataforma de partilha de ideias e experiências e abordamos as tendências do nosso tempo. Damos “palco” a empresas, autarquias e cidadãos que se preocupam com o futuro.

O GREENFEST decorre desde a sua primeira edição no Centro de Congressos do Estoril e é uma iniciativa que conta com a organização da Câmara Municipal de Cascais e do Grupo Gingko.

Confira horários e programa aqui.

 

Fonte: Greenfest

Festival Vintage

Segunda edição do Vintage Festival, na FIL, de 8 a 12 de Outubro.

A 2ª edição do Vintage Festival decorre na FIL, de 8 a 12 de Outubro. Dirigido ao consumidor final e em particular a todos os amantes da cultura vintage, o Vintage Festival tem uma oferta diversificada, como moda e acessórios, cosmética, tatuagens, gastronomia, música, decoração, automóveis, motos, lembranças e utensílios domésticos. Para além dos habituais workshops de maquilhagem e penteados, e das animações de música e dança, este ano o evento terá como novidade desfiles de motos e automóveis estilo vintage que decorrerão na zona envolvente da FIL, terminando em concentração.

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FEIRAS

8 a 12 Out/14

Quarta e quinta, das 14h às 20h
Sexta e sábado, das 14h às 22h
Domingo, das 14h às 20h

Fonte: Agendalx

Festa no Chiado 2014

A 18ª edição da Festa no Chiado decorre entre 11 e 18 de Outubro. Consulte o programa. Esperamos por si no Chiado!

Durante uma semana são inúmeras as iniciativas: Teatro, Música, Exposições, Atividades Infantis, Conferências e muitas, muitas visitas guiadas, a maioria gratuitas.

Especial Restaurantes – Menus “Festa no Chiado”

Consulte a lista de restaurantes aderentes, suas ementas e preços especiais Festa no Chiado.

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Algumas actividades necessitam de inscrição. Clique aqui para ver a agenda.

Fonte: CNC – Centro Nacional de Cultura