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Sector cultural gera riqueza e contribui para a economia

O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, afirmou hoje (27-08-2015) que os dados divulgados através da Conta Satélite da Cultura demonstram que o sector cultural gera riqueza e contribui para a economia.

Sebastião Almeida/Observador

Sebastião Almeida/Observador

Os dados oficiais do sector cultural, de 2010 a 2012, foram compilados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), através de um novo instrumento estatístico do sector, a Conta Satélite da Cultura (CSC).

Os 2,7 mil milhões de euros da Valor Acrescentado Bruto daquele período, gerados pelo sector, são “extremamente relevantes para reconhecer que a cultura, mais do que um ato de despesa, é um ato de geração de riqueza e um contributo para a economia nacional”, sublinhou o secretário de Estado.

Embora as artes do espectáculo apresentem uma maior presença na actividade económica, o sector do livro e de publicações foi o que gerou mais riqueza.

A área do património cultural regista a maior percentagem de emprego remunerado, enquanto as das artes do espectáculo e arquitectura têm maiores valores de pessoas empregadas não remuneradas.

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Fonte: INE/ Conta Satélite da Cultura

Portugal é agora o quinto país da Europa a ter uma Conta Satélite da Cultura, juntando-se à Finlândia, Polónia, Espanha e República Checa.

Mais informação:

http://www.tvi24.iol.pt/politica/jorge-barreto-xavier/a-cultura-gera-riqueza-para-o-pais

http://observador.pt/2015/08/27/riqueza-gerada-pela-cultura-passa-a-ser-contabilizada-em-numeros-e-o-saldo-e-positivo/

http://ionline.pt/408900?source=social

Instituto Cultural da Google oferece aplicações para dispositivos móveis

O Instituto Cultural da Google  criou uma plataforma para que os museus ( e outras organizações culturais) possam construir aplicações para dispositivos móveis.

Esta é uma extensão da criação de galerias virtuais, permitindo que qualquer instituição cultural crie as suas próprias exposições baseadas na Web. A novidade é que agora  podem fazê-lo para suporte em aplicações móveis também.

As organizações culturais interessadas em aderir à pareceria deverão responder ao formulário disponível em: http://cisignup.withgoogle.com/signup

+ info: http://venturebeat.com/2014/12/10/google-cultural-institute-opens-up-as-a-platform-for-museums-to-build-their-own-mobile-apps/

 

Debate | 11 Dezembro E AS PESSOAS? OS PÚBLICOS NOS CONTEÚDOS DOS CURSOS DE GESTÃO CULTURAL E MUSEOLOGIA

Debate | 11 Dezembro

18h30 | Entrada livre

Lisboa, Museu de São Roque

A Acesso Cultura organiza todos os meses um debate para, como profissionais do sector cultural, podermos reflectir em conjunto sobre questões ligadas à acessibilidade –física, social e intelectual – que têm um impacto no nosso trabalho e na nossa relação com pessoas com variados perfis. A entrada é livre. Os resumos de debates anteriores encontram-se disponíveis para consulta no nosso Arquivo.



A sustentabilidade das instituições culturais passa também pela sua relação com as pessoas que pretendem ou têm a responsabilidade de servir. Quais os conhecimentos dados aos futuros profissionais do sector em relação aos perfis, motivações, interesses e necessidades dessas pessoas? Saem dos seus cursos com uma boa noção do que facilita ou dificulta esta relação, do que constitui um atractivo ou uma barreira? Estaremos a preparar profissionais capazes de dirigir um dia instituições relevantes para as pessoas, que possam fazer verdadeiramente parte da sua vida?

Convidados

Lisboa: António Camões Gouveia, Univ. Nova de Lisboa; Cláudia Camacho, Directora AntiFrame | Art Consulting; José Soares Neves, ISCTE; Rui Matoso, Univ. Lusófona; Teresa Malafaia, Gestão Cultural, Faculdade de Letras, Univ. Lisboa; Maria Vlachou, Consultora Gestão e Comunicação Cultural / moderadora

FESTIVAL TODOS, Caminhada de Culturas | 12,13 e 14 set. 2014 – Lisboa

FESTIVAL TODOS 2014: POVO, um povo de povos

homens_webO festival  TODOS – Caminhada de Culturas, acontece de novo em São Bento, Poço dos Negros e Santa Catarina. Apresenta-se nesta sexta edição como uma grande MANIFESTAÇÃO. Através do seu programa intercultural e multidisciplinar, o TODOS celebra desta vez a democracia portuguesa, 40 anos depois do 25 de Abril.

O POVO de Lisboa, que é no fundo feito de muitos povos, é uma das palavras de ordem que quisemos trazer a lume. Partimos da premissa de que é preciso ouvir o POVO; deixar falar os muitos POVOS que vivem e habitam a cidade de Lisboa hoje e desde há muito tempo. E assim colocamos em diálogo e em jogo estas situações, palavras, ideias, através da mão dos artistas, a quem pedimos para, nas suas narrativas artísticas, pensarem no que é de facto importante para este POVO com povos dentro da sua identidade. Trazendo os seus universos próprios, convidámo-los a pôr em obra as suas visões do estado das cidades, aqui e agora.

O projecto fotográfico da Silverbox e de Luís Pavão é disso um exemplo. BASTIDORES DO BAIRRO usa uma técnica fotográfica praticada nos meados do séc. XIX com colódio húmido. Fazendo a revelação em chapa de vidro ou alumínio, surgem as famílias do bairro; famílias de trabalho, de sangue, de afectos. São imagens atemporais e misteriosas. As fotografias mostram-nos núcleos de pessoas como pequenos povos, onde as presenças de África, Brasil, Oriente e Europa se declaram e confundem.

Novas criações, espectáculos e intervenções no espaço urbano convidam-nos a entrar nos espaços mais emblemáticos do bairro, como a maior casa do povo, a Assembleia da República, que receberá uma CONFERÊNCIA COREOGRÁFICA de Vera Mantero.

A Igreja das Mercês será a casa da MÚSICA SACRA ORTODOXA, num concerto dirigido por Svetlana Poliakova, musicóloga e maestrina russa. O Instituto Superior de Economia e Gestão – ISEG Lisboa será o lugar onde, com um modo próprio de fazer Teatro e Antropologia, Joana Craveiro nos fala de EXÍLIOS, RETORNOS E ALGUNS QUE FICARAM.

Um pátio escondido do bairro albergará uma ESTRADA ESFOMEADA, texto escrito pelo nigeriano Ben Okri; um terraço de um prédio recebe FATMA, que existe na escrita teatral de M’Hamed Bengguettaf, da Argélia; e num bar literário revelam-se HISTÓRIAS INCENDIÁRIAS, com Patrick Murys e Luís Belo. SILOS DE CARROS E ESTRADAS GIRATÓRIAS vão acelerar na Sociedade Guilherme Cossoul com homens de várias nacionalidades e Vânia e Marcus Rovisco.

A Rua de São Bento, da Assembleia da República para baixo, incluindo a Rua do Poço dos Negros, irá inundar-se de som e música nas suas lojas, restaurantes, oficinas e livrarias. O Jardim de São Bento dará as PALAVRAS AO POVO; haverá VEGETAÇÃO RASTEIRA a crescer num espaço abandonado, com a búlgara Maria Varbanova; Vera Prokic, pianista “nascida na Jugoslávia de Tito”, como gosta de afirmar, oferece-nos nove fados para piano do compositor novecentista Alexandre Rey Colaço, e A UTOPIA, de Thomas More, será lembrada pelas ruas de São Bento.

UM COPO D’ÁGUA transcontinental, com a Orquestra TODOS a abrilhantar o baile deste festim com comidas do mundo, fechará o festival nos recreios do Liceu Passos Manuel.

Estas, entre outras propostas… Para um fim de semana deste fim de Verão/início de Outono, que já quase não é Verão, e ainda não é Outono, mas sim uma fusão de estações, tal como o povo/público do TODOS, que poderá vir mergulhar e também ressurgir.

 

Fonte: http://festivaltodos.com/

Formação em financiamento em projetos culturais | inscrições abertas

Rui Matoso, Professor na Universidade Lusófona/ECATI, irá ministrar o workshop “Financiamento de Projectos Culturais através de Patrocínio, Mecenato e Crowdfunding” no Museu de Lamego, nos próximos dias 19 e 20 de setembro.

 

Dotar os formandos de competências na área da angariação de financiamento privado através de duas ferramentas de comunicação distintas, o Patrocínio e o Mecenato, e uma terceira, mais recente, o Crowdfunding, é o grande objetivo da ação de formação que o Museu de Lamego organiza nos próximos dias 19 e 20 de setembro. “Financiamento de Projectos Culturais através de Patrocínio, Mecenato e Crowdfunding” pretende assim responder à necessidade cada vez mais premente de encontrar formas alternativas e estratégicas de financiamento.

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Jardins Efémeros 2014

 11>20 JULHO | VISEU | PT

Dar corpo à alma, materializar o invisível.

 

 

Os Jardins Efémeros são uma celebração de e para a cidade de Viseu através de práticas artísticas e científicas, enfim, culturais. Apesar de serem efémeros, porque ocorrem durante 10 dias, inscrevem novas percepções da cidade (um lugar com gente dentro) e na forma como a habitamos e a vivemos.

As propostas que os Jardins Efémeros inscrevem na programação para este ano resultam do esforço em trazer novas linguagens e perspectivas na interpretação da cidade e do mundo. Mais do que entreter, o papel da cultura é provocar inquietação no pensamento.

Mais do que agradar quando produzimos uma expressão artística como uma peça de teatro, uma exposição ou um simpósio, o que nos interessa e preocupa é fornecer novas linguagens e perspectivas como instrumento de ampliação da capacidade crítica e inteventiva no espaço e no tempo que ocupamos. E, em último reduto, uma maior liberdade individual, com profundo respeito pelo colectivo, uno e positivamente dependente.

O nosso objectivo não é que tomem as ideias que apresentamos como certas. Antes um questionar de caminhos como forma de perspectivar um futuro.

Esperança é uma palavra da qual não abdicamos.

Sandra Oliveira

 +info: http://www.jardinsefemeros.pt/

Artemrede aceita propostas para a sua programação de 2015.

 

Durante o mês de Julho a Artemrede irá aceitar propostas para a sua programação de 2015.

No seguimento das orientações estratégicas apresentadas recentemente, a Artemrede pretende receber propostas de espectáculos, mas também de actividades educativas, sessões ou ciclos de cinema.

Serão especialmente valorizados os projectos que potenciem a aproximação entre artistas e comunidades através de actividades complementares aos espectáculos.

Os dois formulários de candidatura podem ser descarregados nos seguintes links:

*ESPECTÁCULO*
http://www.artemrede.pt/share/Info_2015_PT_Espectaculos.doc

*PROJECTO EDUCATIVO*
http://www.artemrede.pt/share/Info_2015_PT_Proj_Edu.doc

 

+ info: http://www.artemrede.pt/#noticia/18

Estudos Cultura 2020 – Cultura, Emprego e Cidadania

Estudo coordenado pelo investigador Carlos Fortuna recomenda reforço de actividades culturais nas escolas

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« O documento “Cultura, Formação e Cidadania”, desenvolvido no âmbito do Plano Cultura 2020, coordenado pelo professor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra Carlos Fortuna, e hoje apresentado no Porto, sugere que se reforce “a presença das artes e da cultura no meio escolar, através de um contato regular dos alunos e professores com diversas linguagens estéticas e artísticas contemporâneas, e com diversos agentes artísticos e culturais, através, por exemplo, do fomento de ‘residências’ regulares de artistas e grupos/companhias/estruturas culturais e artísticas na escola”.» Fonte: Lusa (Jornal i)

 

Este estudo, e outros do mesmo âmbito, pode ser consultado em: http://www.gepac.gov.pt/cultura-2020.aspx

 

 

Criação de Instrumentos Financeiros para Financiamento do Investimento na Cultura, Património e Indústrias Culturais e Criativas

Plano de Estudos – Cultura 2020

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Encontra-se já disponível para consulta o estudo “Criação de Instrumentos Financeiros para Financiamento do Investimento na Cultura, Património e Indústrias Culturais e Criativas“, desenvolvido no âmbito do plano de estudos “Cultura 2020”, promovido pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (Secretaria de Estado da Cultura).

+ info : http://www.gepac.gov.pt/cultura-2020.aspx

Algumas conclusões:
Os instrumentos de financiamento atualmente existentes são enquadrados em 3
tipologias:  1)  financiamento  pelo  mercado;  2)  financiamento  público  e  3)
financiamento privado;

O  financiamento  pelo  mercado  integra  os  direitos  de  autor  e  as  vendas  e
prestações  de  serviços  realizadas  no  âmbito  do  setor  cultural.  Enquanto  os
direitos de autor se cifram, em termos de média anual 2011-2012, em cerca de
34 milhões de euros, as vendas e prestações de serviços representam, em termos
médios anuais,  no período 2010-2012, cerca de 5.180 milhões de euros, ou
seja, cerca de 1,5% do volume de negócios total da economia portuguesa;

Os  financiamentos  públicos incluem  as iniciativas e  projetos  financiados  pelos
Programas  Operacionais  do  QREN  2007-2013,  cujo  montante  terá  sido
superior  a  150  milhões  de  euros  (média  2010-2012),  bem  como  os
financiamentos concedidos ao abrigo dos Programas CULTURA e MEDIA, cujo
financiamento  a  projetos  portugueses  terá  ascendido  anualmente,  em  média
entre 2010 e 2012, a cerca de 1,7 milhões de euros e, ainda, os financiamentos
do  Mecanismo  do  Espaço  Económico  Europeu,  cujos  apoios  concedidos
anualmente  se  aproximaram  de  1  milhão  de  euros,  no  período  em  análise

No  âmbito  do  financiamento  público  incluem-se  igualmente  as  despesas  da
Administração Central, Regional e Local em Cultura, cujo valor anual global se
cifra, em média, em cerca de 826 milhões de euros (2010-2012);

As dotações orçamentais dos serviços da área da Cultura têm vindo a registar
uma  diminuição  progressiva,  tendo  estabilizado  num  valor  próximo  de  180
milhões de euros anuais, nos anos mais recentes;

Os financiamentos atribuídos pelos serviços da área da Cultura,  no período em
análise (2010-2012),  concentram-se na Direção-Geral das Artes (cerca de 16
milhões de euros anuais, em média), no Instituto do Cinema e do Audiovisual
(cerca  de  20  milhões  de  euros)  e  no  Fundo  de  Fomento  Cultural
(aproximadamente 25 milhões de euros);

O  financiamento  privado  diz  respeito  aos  prosseguidos  e  concretizados  por
entidades e instituições privadas, abrangendo os investimentos em arte e cultura
realizados  por  fundações  e  empresas,  o  mecenato  e,  ainda,  as  contrapartidas
aos apoios financeiros do QREN;

No primeiro caso foram identificados financiamentos próximos de 42 milhões de
euros,  em  média anual no  período  2010-2012,  com  base  num levantamento
não  exaustivo,  enquanto  para  o  mecenato  apenas  foi  possível  quantificar  o
financiamento a entidades públicas da área da Cultura, num montante próximo
de  2  milhões  de  euros  anuais  no  mesmo  período,  e,  por  último,  as
contrapartidas de financiamento comunitário rondaram cerca de 26 milhões de
euros anuais no período 2010-2012 no âmbito do QREN 2007-2013;

Uma  análise  em  termos  de  leitura  do  financiamento  pelos  quatro  domínios
permite  desde  logo  verificar  que,  no  total  de  6.112  milhões  de  euros  anuais
injetados,  em média,  na área da Cultura para o triénio em causa  (2010-2012),
são as indústrias culturais (2.622 milhões de euros/ ano) e as indústrias criativas
(2.458  milhões  de  euros/ano)  as  maiores  recetoras  de  fundos,  concentrando
43% e 40% do montante global. Por seu turno, o domínio “património cultural”
apresentou um financiamento médio de 629 milhões de euros (10% do total),
sendo que o domínio “criação artística” recebeu cerca de 403 milhões de euros
anuais;

A  “criação  artística”  foi  principalmente  financiada  pelo  mercado  durante  o
período  em  análise  (2010-2012),  representando  este  cerca  de  73%  do  valor
global;

O património cultural, por oposição aos restantes domínios que se financiaram
sobretudo  no  mercado,  revelou  uma  elevada  dependência  do  financiamento
público, que suportou cerca de 85% do valor total do seu financiamento  médio
anual no período em análise (2010-2012);

A avaliação da procura potencial de instrumentos financeiros pelos promotores
de projetos e de investimentos em arte e cultura foi  estimativamente quantificada
num valor indicativo anual entre 35 e 45 milhões de euros.

Algumas recomendações:
Criação  de  instrumentos  financeiros  para  financiamento  do  investimento  na
cultura,  património  e  indústrias  culturais  e  criativas,  tendo  especialmente  em
atenção que as necessidades e prioridades de financiamento nestas atividades
não são suscetíveis de plena e adequada satisfação através das modalidades e
disponibilidades financeiras atuais e previsíveis para o futuro – que justificam, em
particular na atual envolvente,  a mobilização de financiamentos reembolsáveis
de iniciativa pública, alavancados por outros recursos, designadamente privados;

Nenhum domínio ou subdomínio das atividades artísticas e culturais deve ser à
partida excluído da aplicação de eventuais instrumentos financeiros a criar;

Os  novos  instrumentos  financeiros  devem  incorporar,  nas  suas  caraterísticas  e
modelos  de  governança,  a  flexibilidade  e  adaptabilidade  adequadas  para
satisfazer especificidades dos promotores e dos investimentos;

Que seja conferida especial atenção à configuração do modelo de governança
dos  instrumentos  financeiros  –  consagrando,  para  além  de  estratégias  de
investimento coerentes com os objetivos da política pública e de uma orientação
para  resultados  dos  projetos  e  investimentos  a  apoiar,  a  autonomia  das
entidades gestoras  na  apreciação  do  mérito  das  candidaturas,  em  articulação
com  a  instituição  de  uma  Comissão  de  Investimento,  composta  por
representantes da entidade pública que financia os instrumentos financeiros e de
outras  entidades  pertinentes,  dotada  de  poderes  para  apreciar  as  propostas
apresentadas  pela  entidade  gestora  e,  subsequentemente,  para  as  aprovar  ou
rejeitar – não tendo, portanto, competência para as alterar;

Que  sejam  tomadas  em  articulação  as  normas  regulamentares  aplicáveis,  no
que  respeita  designadamente  à  elaboração  do  estudo  de  avaliação  exante
exigido,  a  realizar  por  iniciativa  das  Autoridades  de  Gestão  dos  Programas
Operacionais  financiadores  (em  particular  PO  Regionais)  e  que  sejam
concretizadas as adequadas articulações com a Agência para o Desenvolvimento
e Coesão, I.P.;

No quadro da criação de instrumentos financeiros com a vocação temática em
apreço,  devem  ser  frontalmente  superadas  as  seguintes  condicionantes:
maximização  da  complementaridade  entre  as  modalidades  de  financiamento
correspondentes  a  subsídios  e  instrumentos  financeiros  (minimizando  a
competição entre elas); consagração de condições de financiamento favoráveis
nos  instrumentos  financeiros,  sobretudo  no  que  respeita  a  maximizar  o  seu
potencial  de  flexibilidade  e  adaptação  às  especificidades  dos  projetos  e  dos
investimentos,  a  praticar  taxas  de  juro  e  prazos  de  amortização  (maturidades)
competitivas e a aplicar mecanismos de garantia mútua que substituam, total ou
parcialmente, as garantias reais habitualmente exigidas.

 

Ciclo de Conferências “Cultura, Espaço Público e Desenvolvimento: Que opções para uma política cultural transformadora”

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Este Ciclo de Conferências integra-se no desenvolvimento do projecto “3C 4 Incubators – Culture, Creative and Clusters for Incubators”, um projecto de Cooperação Territorial Europeia, financiado pelo Programa MED, e que tem como objectivo central a promoção do sector cultural e criativo enquanto factor de desenvolvimento territorial e de inovação económica e social.

O Ciclo de Conferências pretende abordar e debater as relações entre cultura, espaço público e desenvolvimento, procurando identificar alternativas de intervenção cultural geradoras de desenvolvimento social.

Inscrições para ana.isa@cimac.pt

12 JUNHO

10.00h: PAINEL 1CULTURA E DESENVOLVIMENTO

Moderador: Carlos Pinto Sá (Presidente CM Évora)

Cristina Farinha (Coordenadora ADDICT – Creative Industries – Portugal): “Critica/(des)construção dos mecanismos de política cultural e empreendedorismo”

António Guerreiro (Jornalista): “Política cultural e desenvolvimento económico”

Ana Paula Amendoeira (Directora Regional de Cultura do Alentejo): “Cultura e desenvolvimento: aggiornamento de uma dupla imbatível?”

 

14.30h: PAINEL 2 – CULTURA E ESPAÇO PÚBLICO

Moderador: Celestino David (Presidente do Grupo Pró-Évora)

Fernando Pinto (Arquitecto): “Espaço público – uma base dinâmica de cidadania”

Aurelindo Ceia (Designer): “Dimensão política do design no desenho do espaço público”

Frederico Pompeu da Silva (Designer e Ilustrador): “A inscrição do cidadão no meio urbano – perspectivas sobre o projecto em design”

 

13 JUNHO

10.00h: PAINEL 3 – CULTURA E TERRITÓRIO

Moderador: Hortência Menino (Presidente CM Montemor-o-Novo)

Eduardo Miranda (Arquitecto): “Centros Históricos – Edifícios, Vivências e Perspectivas”

Jorge Silva (Arquitecto): “O valor dos novos espaços permeáveis à intervenção cultural ”

 12.00h: Visita ao edifício dos antigos Celeiros da EPAC (com Arquitecto Miguel Marcelino)

 

14.30h: PAINEL 3 – CULTURA E TERRITÓRIO (CONT.)

Moderador: Luis Cavaco (Director Geral ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo)

Cláudio Torres (Arqueólogo): “Estratégias de acção cultural no território: investigação e conhecimento ao serviço do bem comum”

Margarida Cancela d’Abreu (Arquitecta Paisagista): “Urbanismo como motor de cultura e desenvolvimento”

 

17.00h: Visita aos edifícios das antigas Fábricas das Carnes e da Escolha de Trigo

 
14 JUNHO

10.00h: PAINEL 4 – EXPERIÊNCIAS DE INTERVENÇÃO CULTURAL

Moderador: Rui Matoso (Gestor e programador cultural)

Fundação Eugénio de Almeida – Maria do Céu Ramos (Secretária Geral da FEA)

Centro Hércules -Universidade Évora – António Candeias (Director)

Sociedade Harmonia Eborense – Alexandre Varela (Presidente da Mesa da Assembleia)

Centro Dramático de Évora – José Russo (Director do CENDREV)

Espaço do Tempo – Rui Horta (Director Artístico)

 

12.00h: Apresentação das conclusões: Rui Matoso / Encerramento

 

+ INFO AQUI

Estudo Cultura e Desenvolvimento / Plano Cultura 2020

O Plano Cultura 2020 é uma iniciativa do Secretário de Estado da Cultura, desenvolvida pelo Gabinete de  Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais, em articulação  com o Instituto Nacional de Estatística e um conjunto alargado de  universidades e investigadores e com o apoio do Instituto Financeiro do Desenvolvimento Regional.

Consiste  numa  série  de  dez  estudos,  com  diferentes  áreas  de  ação,  todas  elas  relacionadas com as recomendações feitas pela Comissão Europeia para a governação e programação  de  fundos  nos  próximos  sete  anos,  procurando  contribuir  para  que decisores políticos, agentes culturais, agentes  económicos e a sociedade civil em geral, estejam mais preparados para tomar decisões e operar em domínios relacionados com a área da cultura. (GEPAC)

Neste âmbito foi recentemente divulgado o estudo “Cultura e Desenvolvimento” , o qual pode ser acedido aqui:  http://www.gepac.gov.pt/cultura-2020.aspx

 

Parlamento Cultural Europeu (ECP) / ECP Youth Network

CONVITE À APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS

A Transforma, organização cultural sedeada em Torres Vedras e representante nacional do projeto YOUTH NETWORK (YN) organizado pelo Parlamento Cultural Europeu (ECP), procura jovens que queiram participar ativamente, como membros e empreendedores, no desenvolvimento da secção Portuguesa da rede cultural Europeia “ECP Youth Network (ECP YN)”.

Os candidatos devem:
– Ter um desempenho ativo na área da cultura.
– Ter idade inferior a 35 anos.
– Residir em Portugal.
– A participação é voluntária e não remunerada.

OBJETIVOS

A ECP YN é uma rede de profissionais da cultura sedeada na Europa e criada no âmbito das competências do Parlamento Cultural Europeu. Todos os seus membros têm entre 20 e 35 anos de idade e tanto os fundadores como os membros da YN compartilham o objetivo de expandir o valor das artes e da cultura, fortalecendo assim a coesão Europeia.
A YN é uma plataforma de intercâmbio que opera através de uma presença online, de reuniões regulares e de conferências temáticas. Tem por objetivos a identificação e a análise dos processos culturais em curso e a produção de propostas de forma a melhorar as políticas culturais atuais. Isto apenas é possível com o envolvimento local da ECP YN, pela partilha de conhecimentos e pelo diálogo entre os representantes da ECP YN e as redes a nível nacional.
Acreditamos que as artes são cruciais para o desenvolvimento do debate sobre a identidade na Europa atual e para a construção de uma sociedade equilibrada.
Reforçando a crença na influência positiva das artes, a Youth Network constitui-se como um espaço adicional no qual a EU tecnocrática atual pode vir a ser reequilibrada. A organização tem uma visão de unidade com base na diversidade, consolidada precisamente pela dimensão cultural em que se insere.
Acreditamos num futuro em que o nosso centro cultural pan-Europeu irá gerar uma reflexão progressista e inovadora, que por sua vez irá estimular e influenciar os decisores políticos, objetivos que serão fortalecidos e implementados através de projetos exemplares. Com o conhecimento e a experiência dos intervenientes da ECP, em conjunto com o intelecto e com os valores da Youth Network, o nosso objetivo é criar um futuro sustentável e estimulante para as artes na Europa.

REDES NACIONAIS

As redes nacionais (RN) reforçam o significado e valores da ECP Youth Network. Funcionam como organizações que se reúnem regularmente para a discussão de questões específicas, sendo os seus membros selecionados com base no seu comprometimento cultural. Contribuem com o seu tempo livre e paixão para tornar as RN uma realidade interveniente na melhoria, a nível regional e nacional, das circunstâncias culturais Europeias.
As conclusões obtidas no seio das RN, apresentadas, comparadas e contrastadas num grupo de nível central, constituirão a base dos relatórios e das propostas que serão redigidos de forma a suportar ou não as várias políticas culturais e as agendas culturais praticadas atualmente na Europa.
Assim, pretende-se que as atividades do RN sejam adaptadas a cada realidade, sendo que cada RN desenvolve o seu projeto de acordo com as especificidades e as necessidades locais. Tal poderá envolver o estabelecimento de contatos, a realização de um projeto em particular, o desenvolvimento de competências numa área específica, etc.

Mais informação:
www.kulturparlament.com/about-ecp-yn/

Por favor enviar uma carta de motivação em conjunto com o seu CV para:
pt.ecpyn@gmail.com

+ Info: http://www.transforma.org.pt/pt/?/projetos/ecpyn

Linhas gerais de programação cultural da Câmara Municipal do Porto |2014

Paulo Cunha e Silva, vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, apresenta as linhas gerais de programação cultural da Câmara Municipal do Porto para 2014.

 

Fonte: Canal 180

O contributo da cultura e da criatividade para a internacionalização da economia portuguesa

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[Andy Warhol, dollar signs]

«Um estudo hoje divulgado, em Lisboa, sobre o contributo da cultura e da criatividade para a internacionalização da economia portuguesa recomenda “a montagem e exploração de sinergias” entre a cultura, o turismo e a indústria do país.

Realizado pela Sociedade de Consultores Augusto Mateus & Associados, o estudo, encomendado pela Secretaria de Estado da Cultura (SEC) foi hoje apresentado no Palácio da Ajuda com a presença do responsável pela tutela, Jorge Barreto Xavier, e pelo ministro da Economia, António Pires de Lima.

Trata-se do primeiro de dez estudos que estão a ser desenvolvidos por investigadores no âmbito do Plano Cultura 2020 em áreas de acção distintas, relacionadas com as recomendações feitas pela Comissão Europeia para a governação e programação de fundos nos próximos sete anos.

Na sessão, Augusto Mateus, coordenador do estudo, sublinhou a importância das sinergias nas áreas da cultura, turismo e indústria para “mudar o paradigma competitivo em Portugal”.

“A internacionalização da economia portuguesa é mais do que aumentar as exportações. É preciso abandonar as antigas formas de fazer as coisas e incluir cada vez mais a inovação e a diferenciação”, defendeu o economista.

Em relação ao diagnóstico do valor das indústrias criativas em Portugal, o estudo apresenta algumas conclusões, como o nível de exportações na área das indústrias criativas e relacionadas, que atingiu sete mil milhões de euros em 2012.

Quanto à taxa de crescimento média anual das exportações culturais e criativas, excedeu os 10 por cento na última década, acima do ritmo exportador da economia portuguesa como um todo, que se situou nos 9,8 por cento.

No que se refere aos produtos mais relevantes nas exportações nacionais surgem os relacionados com os audiovisuais e com o design.

O mercado de língua oficial portuguesa recolheu 15 por cento das exportações das indústrias criativas de Portugal, em 2011, segundo o estudo.

Ainda nas recomendações, Augusto Mateus defendeu que as várias áreas culturais “não devem estar separadas em ilhas, mas funcionar pelo menos como um arquipélago, cooperar e criar parcerias para partilhar custos e riscos”.

O economista – autor de um outro estudo sobre “O sector cultural e criativo em Portugal, de 2010 — defendeu ainda o aproveitamento do turismo como plataforma exportadora e de internacionalização do sector cultural e criativo.

“Nessa área devemos criar produtos e serviços diferenciados que vão ao encontro do que os turistas querem”, aconselhou.

Quanto à indústria, Augusto Mateus foi peremptório: “Na Europa dos próximos dez anos, se uma indústria não se tornar criativa desaparece”.

Globalmente, o economista considera que a mudança que deve ser operada “não custa muito dinheiro, mas sim política, instrumentos, estratégia e acção”.

Na sessão, o ministro da Economia, António Pires de Lima, disse que o desafio actual do país “é ajudar a sociedade e o mundo das empresas a fazer uma transição do mercado doméstico – predominante nas duas últimas décadas – para o exterior”.

“Há um esforço das empresas que estão a sair da sua zona de conforto para vender produtos e serviços fora de Portugal. Cada vez há mais criação de riqueza motivada pela actividade exportadora”, disse o ministro, apontando que esse peso passou de 28 por cento nos últimos anos para 41 por cento no ano passado, e o objectivo é ultrapassar os 50 por cento.

Nesta área, considerou que a cultura e a ciência “têm um papel determinante para o desenvolvimento da economia portuguesa” e indicou que “os vários ministérios vão continuar a trabalhar juntos”.»

Fonte: Lusa/SOL

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Nota: Este estudo agora publicado integra um conjunto mais alargado de estudos que visa preparar a  programação dos Fundos Estruturais do Quadro Estratégico Europeu – 2014-2020, cujos resultados têm por objetivo servir à definição de políticas públicas e de suporte à ação dos agentes dos sectores culturais e criativos.

> O relatório final está disponível aqui

+ info: http://www.gepac.gov.pt/cultura-2020.aspx

Estudo de públicos de Serralves

A Fundação de Serralves desenvolveu e torna agora público o estudo disponível aqui: http://www.serralves.pt/FLIPBOOK/Estudo_Publicos/

Segundo a directora-geral da fundação, Odete Patrício, o último estudo deste tipo fora feito há já mais de uma década e era “muito centrado no Museu de Arte Contemporânea, que tinha acabado de ser inaugurado”.

Patrício mostra-se especialmente satisfeita por este estudo, que começou a ser desenvolvido ainda no final de 2011 e abrangeu mais de dois mil inquiridos, “vir mostrar que Serralves, enquanto marca cultural, é uma das mais fortes do país”, algo que, acrescenta, “corresponde a uma percepção que já existia, mas não estava provada”. E destaca ainda o facto de a maioria dos inquiridos assumir que mantém “uma relação emocional” com Serralves. “Olham para Serralves como algo que é deles, que faz parte do seu quotidiano, e essa deve ser a grande ambição de todas as instituições que trabalham para o público”.

O estudo pedia aos inquiridos que citassem uma qualquer exposição que se lembrassem de ter visto no Museu de Serralves, e Carlos Brito acha significativo que as mais citadas fossem todas exposições realizadas há já bastantes anos, mas dedicadas a “artistas de grande notoriedade”, como Paula Rego (citada por 20,9 % dos inquiridos), Francis Bacon (7%) ou Andy Warhol (4,8%). Thomas Struth e Eduardo Batarda foram respectivamente referidos por 11 e 7%, mas ambos tinham exposições patentes quando o questionário foi feito. Mais do que a esperada concentração de referências em artistas muito famosos, Odete Patrício prefere valorizar o facto de uma das exposições mais lembradas (3,6 por cento) ser a do menos conhecido escultor espanhol Juan Muñoz.

Também é significativo que 53,4 dos inquiridos afirme que o motivo que os leva a visitar uma determinada exposição é a “confiança na programação de Serralves”, uma percentagem superior às dos que se confessam principalmente motivados pela notoriedade do artista em causa.

A caracterização do visitante-tipo de Serralves que resulta deste estudo não revela grandes surpresas. É razoavelmente jovem (mesmo descontando os menores de 16 anos, que não foram considerados, quase 70% têm menos de 46), tem estudos superiores (85 por cento são licenciados), e trabalha por conta própria (36,7%) ou estuda (19,5%). A crise económica já estava francamente instalada quando os inquéritos foram feitos, e apenas 3% afirmou estar desempregado.

Na sua relação com Serralves, é um público fiel – 44,5% dizem que visitam a instituição pelo menos uma vez por mês -, e que se mostra recompensado com o que lhe é oferecido: num máximo de 4, a média de satisfação com os vários espaços e actividades de Serralves é de 3,47. É também alguém que gosta de ir a Serralves com companhia, seja de familiares (35,8%), amigos (24,1%), ou ainda do companheiro/a (22,1%).

A esmagadora maioria frequenta o parque de Serralves (88,2%) e visita exposições (80,3%), mas são também 66, 3% os que já foram ao Serralves em Festa. Seguem-se o Jazz no Parque (34,4%), outra programação musical (27,2%), a biblioteca do museu (23,3%), as actividades para crianças (22,4%), as conferências e colóquios (20%), os espectáculos de dança e performance (13,7%) e os ciclos de cinema (7%).

Como seria de esperar, a maior parte dos frequentadores tem consumos culturais diversificados. Quase 80 por cento declara frequentar também a Casa da Música, e cerca de 30 por cento visitam também o Teatro Nacional de S. João ou o Museu Nacional de Soares dos Reis.

Tendo em conta o momento que o país atravessa, não deixa de ser significativo que a grande maioria dos entrevistados considere “adequados” os preços dos bilhetes de Serralves. O bilhete que dá acesso ao parque e ao museu, que custa sete euros, só é considerado caro por 32,4%. E os bilhetes para espectáculos, que podem variar entre os 5 e os 10 euros, só são considerados caros por 7,9%.

Se há conclusão geral a retirar deste estudo é a confirmação de que o segredo do sucesso de Serralves passa também muito pelo seu património natural e edificado. Quando se pergunta às pessoas o que lhes vêm à cabeça quando pensam em Serralves, palavras como “exposições” e “museu” rivalizam com “jardins”, “natureza”, “arquitectura”, ou mesmo, mais explicitamente, “Siza Vieira”.

Fonte: PÚBLICO

 

Inauguração da Exposição Condicionamento – Museu da Cidade

Fotografias de Eder Dante [ https://www.facebook.com/EderDantePhotography]

 

+ info: www.museudacidade.pt

 

Exposição [Condicionamento] / Museu da Cidade – Lisboa

Integrada na 1ª Semana de Comunicação, Artes e Tecnologias , a exposição [Condicionamento]: uma leitura a partir do ‘Admirável Mundo Novo’ de Aldous Huxley reúne um conjunto de criações artísticas nas áreas da fotografia, cinema e arte vídeo de alunos, ex-alunos e professores da Universidade Lusófona.

A exposição organiza-se como possibilidade de leitura destas obras a partir do  romance que Aldous Huxley publicou em 1931 e que se celebrizou pela sua visão sobre o condicionamento a que os regimes totalitários ‘do futuro’ submeteriam os cidadãos. Os olhares que as obras apresentadas em [Condicionamento] lançam sobre o mundo contemporâneo aproximam-se, e em muito se confundem, com as leituras distópicas do ‘Admirável Mundo Novo’, repropondo-as no ano em que se comemora o cinquentenário da morte do romancista inglês.

A exposição [Condicionamento]: uma leitura a partir do ‘Admirável Mundo Novo’ de Aldous Huxley é um projeto curatorial desenvolvido pelos cursos de Ciências da Comunicação e da Cultura {Especialização em Gestão da Cultura e das Artes} e de Comunicação e Artes da ECATI.

As obras reunidas abrangem projetos artísticos individuais e trabalhos desenvolvidos no âmbito dos cursos de Fotografia, Cinema, Audiovisual e Multimédia, Artes Plásticas e Comunicação e Artes da Universidade Lusófona.

 

Programa Mais Cultura 2013 – Juntas de Freguesia de Lisboa

A Câmara Municipal de Lisboa, em parceria com 13 juntas de freguesia, promove entre maio e dezembro, o programa Mais Cultura, uma bolsa de espetáculos de teatro, dança, infantis, além de workshops de fotografia e cinema, todos de entrada e frequência livre e gratuita, que circulará numa rede de espaços não convencionais da cidade.

O programa nasceu de um desafio lançado às juntas de freguesia, através do pelouro da Cultura da autarquia, com o objetivo de aproximar a programação cultural dos habitantes dos bairros da cidade.

Nas palavras da vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto é “um desafio de cooperação na área da programação cultural que tem por objetivo efetivar a política de proximidade com os públicos, acreditando que Lisboa deve ser, também, um destino cultural de quem a habita”.

Programar em rede com artistas e juntas de freguesia é, em Lisboa, uma experiência inovadora que, acima de tudo, pretende levar projetos artísticos de grande qualidade a públicos que por razões culturais, sociais ou mesmo económicas não se deslocam aos locais tradicionais de oferta cultural da cidade.

O programa arranca no domingo, 12 de maio pelas 16h, com o espetáculo itinerante “Baile no…bairro“, pela SOU Companhia que decorrerá entre o Largo Luís de Camões e o salão polivalente da junta de freguesia de Santa Catarina e que conta com a participação de moradores da freguesia.

Fonte: Câmara Municipal de Lisboa

Entrevista CULTURE MINDS: Artistas, Redes e Mercados – Experiências e processos de internacionalização, com Miguel Moreira e Vânia Rovisco

culture minds-01 - ESCOLHIDODando continuidade às entrevistas CULTURE MINDS, Rui Matoso, docente da UHLT, entrevista os criadores Miguel Moreira e Vânia Rovisco em torno das suas experiências e processos de internacionalização.

A internacionalização das artes e das culturas portuguesas tem tido altos e baixos ao longo das ultimas décadas, não se tendo ainda perfilado uma estratégia integrada para todo o sector cultural. Desde a Europália de 1991, dedicada a Portugal, até à recente polémica em torno da criação de um Gabinete de Exportação da Música Portuguesa (Music Export), existem diversas propostas, ideias e programas em curso.

A Direcção Geral das Artes vem promovendo o programa INOVART que visa a internacionalização de jovens artistas, em 2012 lançou o APOIO À INTERNACIONALIZAÇÃO DAS ARTES, e gere diversas acções internacionais, das quais o Pavilhão Português na Bienal de Veneza é um dos casos.

Contudo, para além do âmbito oficial promovido pelas instituições públicas, o que fazem os artistas e produtores para internacionalizarem os seus trabalhos ? Que apoios precisam ? Que ideias tem neste campo ?

                                         culturminds_miguel_vania

Visualize o vídeo aqui

CULTURE MINDS – 10 Dezembro 2012 Artistas, Redes e Mercados – Experiências e processos de internacionalização

culture minds-01 - ESCOLHIDO

CULTURE MINDS – 10 Dezembro 2012

Artistas, Redes e Mercados – Experiências e processos de internacionalização

COM  Miguel Moreira e Vânia Rovisco

Local da gravação: Estúdio F / Universidade Lusófona

 

A internacionalização das artes e das culturas portuguesas tem tido altos e baixos ao longo das ultimas décadas, não se tendo ainda perfilado uma estratégia integrada para todo o sector cultural. Desde a Europália de 1991, dedicada a Portugal, até à recente polémica em torno da criação de um Gabinete de Exportação da Música Portuguesa (Music Export), existem diversas propostas, ideias e programas em curso. A Direcção Geral das Artes vem promovendo o programa INOVART que visa a internacionalização de jovens artistas, em 2012 lançou o APOIO À INTERNACIONALIZAÇÃO DAS ARTES, e gere diversas acções internacionais, das quais o Pavilhão Português na Bienal de Veneza é um dos casos. Contudo, para além do âmbito oficial promovido pelas instituições públicas, o que fazem os artistas e produtores para internacionalizarem os seus trabalhos ? Que apoios precisam ? Que ideias tem neste campo ?

Miguel Moreira: Fez o Curso de Artes e Ofícios do Espectáculo no Chapitô. Entre 1991 e 1997 fez parte do Colectivo de Teatro O Grupo. Trabalhou em várias produções do Colectivo Olho e participou em performances do Canibalismo Cósmico. Colabora com o Teatro O Bando desde 1996. Trabalhou com encenadores como João Brites, João Garcia Miguel, Paulo Castro, Demarcy Mota, Claudio Hochman, Manuel Wiborg, António Pires, Carlos Afonso Pereira, Ana Nave, João Perry, António Olaio, João Ricardo, João Sarabando, Tiago Rodrigues e Teatro Praga, entre outros. Na dança trabalhou com Vera Mantero, Olga Roriz, Teresa Simas, Rita Judas, Rui Horta, Ana Borralho e João Galante, entre outros. Como intérprete e criador apresentou espectáculos pela Europa, Colômbia, São Tomé e Príncipe. Fundou a Útero Associação Cultural, onde dirigiu, entre outros, espectáculos como: “1999! E o pénis voador…”; “Último Verão”; “Homeless”; “Na Rua”; “Parede”; e a Ópera “Orfeu EdEuridice”. Mais recentemente criou com Romeu Runa o “The Old King” produzido pelos Les Ballets C de la B de Alain Platel. Trabalhou na televisão e cinema com Eduardo Guedes, Raquel Freire, João Botelho, Pedro Sena Nunes, Ivo Ferreira, Luís Fonseca and Paulo Rocha, entre outros.

http://www.utero.biz/

http://www.cnb.pt/gca/?id=579

http://www.lesballetscdela.be/#/en/projects/productions/the-old-king/introduction/

http://www.festival-avignon.com/en/Archive/Spectacle/2012/3391

 

Vânia Rovisco, frequentou o curso de Dança Contemporânea para intérpretes do Fórum Dança em Lisboa. Em 2001, foi estudante convidada na Ex.e.r.c.e. em Montpellier. Entre 2001 – 2007 esteve integrada na companhia de Meg Stuart/Damaged Goods, co-criando diversas peças: “Alibi”, “Visitors Only” ,“Replacement”, “ It’s not funny”, como os projetos de improvisação: “Revisited”, “Impressions” e “Auf dem Tisch”. Tem vindo a desenvolver um trabalho em direção de movimento tendo colaborado com diretores: João Brites (O Bando), Gonçalo Amorim, Miguel Moreira e Simão António. Entre 2005 e finais de 2011 residiu em Berlim. A partir de 2007 inicia um percurso individual, abrindo o seu leque de experimentação e pesquisa nas mais diversas àreas, partindo sempre do corpo como inspiração e tema. Dedicou-se a uma pesquisa pessoal, colocando o corpo na galeria de arte criando várias performances instalaçoes, como convidava outros artistas a colaborar em processos ao vivo que introduzia. Fora da galeria colaborou em vários projectos: Hans Demulenare (artista plástco) – criando um objecto/corpo de grandes dimensões que se movia no espaço “The frame”, com o músico Jochen Arbeit (Einsturzende Neubauten) iniciou um projecto fundindo a performance e a música Stupid Green – onde improvisa com um instrumento de sopro. Igualmente com J.Arbeit e performer Abraham Hurtado fundou a rede e plataforma artística Aktuelle Architektur der Kultur, AADK Berlin Gbr (2008), expandindo-se para Portugal e Espanha. Nunca deixando o seu trabalho como intérprete trabalhou com: Pierre Coulibeuf (filme), Wilhem Forsythe, Gordon Monahan (músico), entre outros. É co-fundadora do “Demimonde” em Lisboa, um projecto dedicado à criação e experimentação artística iniciado por AADK Portugal em pareceria com a Máquina Agradável, send atribuido pela Câmara Municipal de Lisboa uma residência artística. Em 2012 foi convidada para ser membro do Internacional Council of Dance CID-UNESCO. Desde de 2003 lecciona workshops, alargando um trabalho de co-operação com outros criadores fazendo coaching nos seus processos.

http://vaniarovisco.wordpress.com/

http://www.aadk.org/

http://demimonde.weebly.com/

A crise e o pensamento crítico no campo cultural

Para uma tentativa de debate com Lluís Bonet e Fabio Donato

Na sequência da leitura do paper1 redigido por Lluís Bonet e Fabio Donato, sobre o impacto da crise financeira nos modelos de governança e gestão do sector cultural, publicado no Journal of Cultural Management and Policy nº1 (ENCATC), decidi responder ao apelo dos autores à promoção de um debate crítico.

>Clique para ler documento em PDF

A crise e o pensamento crítico no campo cultural  -para uma tentativa de debate com Lluís Bonet e Fabio Donato

Rui Matoso

Universidade Lusófona

 Lisboa, 8 de Junho de 2012

Compendium of Cultural Policies and Trends in Europe

O Conselho da Europa / ERICarts disponibiliza o “Compêndio de Políticas Culturais e Tendências na Europa, 13 ª edição”,  que fornece informação online e permanentemente atualizada, bem como sistemas de monitoramento de políticas culturais nacionais na Europa. É um projeto de longo prazo que visa incluir todos os 50 Estados-Membros co-operacionais no âmbito da Convenção Cultural Europeia.

http://www.culturalpolicies.net/web/index.php

Uma das suas funcionalidades é o “perfil de políticas culturais” dos países, aqui fica o perfil atualizado (2011) de Portugal:

Portugal: Country Profile in Council of Europe/ERICarts, “Compendium of Cultural Policies and Trends in Europe, 12th edition   [425 KB]

 

Culturascópio

É um blogue de autoria da Dora Santos Silva sobre tendências das indústrias culturais e criativas, focalizado no jornalismo cultural, nas eras criativa e digital, bem como em criações e criadores que merecem ser destacados.

http://culturascopio.com/

As políticas culturais nas sete principais cidades galegas

O Observatório da Cultura Galega acaba de publicar um estudo sobre as políticas culturais nas sete principais cidades da Galiza,este estudo dirigido pelo sociólogo Xan Bouzada pretende contribuir para a análise qualitativa e quantitativa das politicas culturais ao nível municipal.

 Baixar aqui o PDF

Estão abertas a partir do dia 3 de maio de 2012, as candidaturas para a atribuição de apoios à internacionalização das artes.

(fonte: newsletter DGARTES)

APOIO À INTERNACIONALIZAÇÃO DAS ARTES

Estão abertas a partir de hoje, dia 3 de maio de 2012, as candidaturas para a atribuição de apoios à internacionalização das artes. Esta nova linha de apoio promovida pela Direção-Geral das Artes insere-se no quadro de uma estratégia de incentivo à inovação e ao empreendedorismo do setor cultural. A DGArtes recebe candidaturas em todas as áreas artísticas – arquitetura, artes digitais, artes plásticas, cruzamentos disciplinares, dança, design, fotografia, música e teatro – até 31 de maio de 2012. São elegíveis para apoio as atividades cuja execução ocorra entre 15 de agosto de 2012 e 31 de março de 2013, em qualquer ponto do planeta. Contudo, projetos a decorrer em África, na América Latina, na Ásia e na Oceânia terão prioridade na classificação, já que se pretende promover a mobilidade de forma alargada para lá do espaço europeu.

Visando promover uma maior internacionalização da economia nacional, o Apoio à Internacionalização das Artes é atribuído mediante apresentação de candidaturas que serão selecionadas por via de concurso público, regulado pela Portaria n.º 58/2012 de 13 de março e destina-se a apoiar criadores, artistas e coletivos profissionais sediados em Portugal continental, nas diversas áreas artísticas tuteladas pela DGArtes. Os apoios a conceder visam o domínio artístico relativo à circulação internacional de artistas e produções artísticas, pelo que as candidaturas a apresentar deverão propor a realização e apresentação pública de projetos artísticos que se inscrevam nas áreas artísticas previstas, fora do território nacional.

Podem candidatar-se todas as entidades de criação, de programação e mistas, bem como grupos informais e pessoas singulares, de nacionalidade portuguesa ou não, desde que tenham residência fiscal em Portugal continental e que aqui exerçam maioritariamente a sua atividade. Entidades que já beneficiam de apoio financeiro da DGArtes para os seus programas de atividades podem igualmente apresentar candidaturas a este apoio, respeitado o princípio da não cumulação. Cada projeto deverá figurar numa única candidatura, mas as entidades podem apresentar várias candidaturas, se assim o desejarem.

Podem ser apoiados, neste primeiro concurso, até 100 candidaturas, sendo o montante global disponível 600.000 euros. As candidaturas serão apreciadas e classificadas por uma comissão, constituída por uma representante da DGArtes, que preside, Catarina Graça Oliveira, uma representante da AICEP, Maria João Bobone, e uma artista, a cantora Lura. Em cada candidatura, além da exposição do projeto a desenvolver, do plano de comunicação e da comprovação de interesse por parte da entidade de acolhimento, deverão ser inscritas as despesas e receitas inerentes ao projeto, referindo qual o montante solicitado à DGArtes. Esse montante não pode ser superior ao total de despesas elegíveis: as deslocações (viagens de equipas artísticas e técnicas, transporte e seguro de material expositivo, cénico ou outro), alojamento e despesas inerentes à difusão do projeto no seu contexto de acolhimento (traduções e edição de materiais). A título de exemplo, serão despesas não elegíveis os cachets, taxas de inscrição, remunerações e per diem.

As candidaturas serão apreciadas em função dos seguintes critérios: qualidade e relevância artística do projeto e da(s) entidade(s) parceira(s); consistência do projeto de gestão e de comunicação; adequação do projeto aos objetivos e às prioridades estratégicas. Estas últimas avaliarão o contributo do projeto para a projeção internacional da cultura e das artes contemporâneas portuguesas, em particular para o reconhecimento alargado do trabalho do proponente; a realização de atividades que privilegiem a captação e envolvimento de públicos; e o desenvolvimento e apresentação de projetos em África, na América Latina, na Ásia e na Oceânia.

No sítio da Internet da DGArtes, http://www.dgartes.pt, estão disponíveis: o formulário de candidatura; a regulamentação aplicável; a listagem de critérios e subcritérios a aplicar; as Perguntas Frequentes. Mais esclarecimentos podem ser solicitados através do correio eletrónico internacional@dgartes.pt ou do número de telefone 211507112 até ao dia 25 de maio.


Mais informações:
http://www.dgartes.pt/contents.php?month=5&year=2012&sectionID=159&sectionParentID=27&lang=pt

APOIO À INTERNACIONALIZAÇÃO DAS ARTES

 

A Direcção Geral das Artes anunciou aqui  a aprovação da Portaria de Apoio à Internacionalização das Artes, a qual vem regulamentar uma linha de apoios financeiros a projetos artísticos que se desenvolvam no estrangeiro, tendo em conta que, no atual contexto, a existência de dispositivos de internacionalização dirigidos às artes é crucial para o fomento do empreendedorismo e para o alargamento de mercados do setor artístico.

Prevê-se a abertura, por via de concurso público, até três vezes por ano, com as regras de acessibilidade e transparência fundamentais à atribuição de financiamento estatal, a linha de Apoio à Internacionalização das Artes será implementada muito em breve, mediante a publicação do aviso de abertura.

Ainda no que se refere ao apoio à internacionalização das arte, é de salientar que a Fundação Calouste Gulbenkian também concede, entre outros, apoios a projectos de artes visuais (exposições individuais ou colectivas) de artistas portugueses realizadas no estrangeiro.  Neste caso, são valorizados os projectos de exposição com curadoria e/ou com o envolvimento de uma instituição ou estrutura de produção e difusão artísticas internacionais. Para mais informação consultar aqui.

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Todas as estratégias e apoios à internacionalização são muito bem vindas, até porque existe um deficit na balança de transacções internacionais, ou seja a importação é maior do que a exportação de bens artísticos,  importa por isso ter em atenção alguns estudos e informação já realizados nesta área de actuação.

Em 2009 o valor das exportações de bens culturais ultrapassou 62,5 milhões de euros, o que representa um decréscimo, a preços correntes, de 22,5% face ao registado no ano anterior. O valor das importações de bens culturais ultrapassou 225,4 milhões de euros, tendo decrescido 15,7%  face a 2008. Em resultado destes movimentos, verificou-se um saldo negativo de 162,9 milhões de euros. (Fonte: INE, Anuário Cultura 2009)

Segundo o estudo do Observatório das Actividades Culturais – Mobilidade internacional dos artistas e outros profissionais da cultura (Jan. 2010). Estudo disponível em pdf aqui:

  • A Espanha é claramente o principal destino dos espectáculos vendidos para o exterior (38%), perfazendo o conjunto dos países europeus 76% das vendas internacionais
  • Os países lusófonos representam 18% dos espectáculos vendidos para o exterior, o Brasil 15%
  • A língua é um capital pouco explorado: o horizonte europeu é claramente privilegiado face ao espaço da lusofonia
  • O potencial do Brasil enquanto parceiro e enquanto mercado não se traduz num intercâmbio efectivo
  • A música surge claramente como sector mais internacionalizado, em contraste com o teatro.

Pontos Fracos relativamente ao comércio internacional do sector cultural e criativo:

i) Fraco dinamismo das indústrias relacionadas e de suporte ao sector cultural e criativo – aspecto relevante do ponto de vista da sustentabilidade dos empregos e da competitividade nas indústrias criativas

ii) Dificuldade em articular lógicas de produção e de distribuição

iii) Dificuldade de valorização internacional da língua portuguesa – remetendo para a estagnação das exportações das indústrias culturais

iv) Fraca valorização de aspetos relativos à internacionalização e distribuição de agentes públicos e privados.

 

 

Cultura e Artes na Nuvem

A digitalização da cultura, apesar de não ser um fenómeno novo, tem sido um processo em rápida aceleração. Hoje em dia a denominada ” Cloud Culture” , que poderíamos traduzir por a cultura digitalizada (imaterial) e disponível nas redes computacionais (nuvem) é uma das grandes concorrentes da cultura  promovida pelos mais diversos equipamentos culturais.

Enquanto objecto de estudo vale a pena ler o texto de Charles Leadbeater (disponível gratuitamente no site da editora):

Na realidade virtual, ou seja, algures na nuvem, podemos encontrar…

A Europeana permite às pessoas explorar os recursos digitais de museus, bibliotecas, arquivos e colecções audiovisuais da Europa. Promove oportunidades de descoberta e de actividade num espaço multilingue onde os utilizadores podem colaborar, partilhando e sendo inspirados pela rica diversidade do património cultural e científico da Europa.

http://www.europeana.eu/portal/

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O Google Art Project é fruto da colaboração da Google com os mais importantes museus e galerias, com o intuito de dar a conhecer as suas colecções e as obras mais significativas da história da arte.

http://www.googleartproject.com/

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A artista Paula Rego também já possui obra digitalizada na nuvem. O projecto Deep Zoom mostra os trabalhos desta artista produzidos nos anos 70, e resulta de uma colaboração entre o museu Paula Rego/Casa das Histórias e a empresa Microsoft.

http://paularego.blob.core.windows.net/deepzoom/Default.html

Entrevista com Toni Puig (Gestor Cultural – Barcelona)

[Entrevista gravada no gabinete de Toni Puig, na Generalitat da Catalunya – Departamento de Educação, Cultura e Bem-Estar – em Barcelona, no dia 24 de Fevereiro de 2009.]

Por Rui Matoso

Em Maio de 2009 organizei para a Academia de Produtores Culturais dois seminários de gestão cultural com o Prof.  Toni Puig, foi nesse contexto que realizei esta entrevista.

Toni Puig é considerado o “guru das cidades”, especialista catalão em gestão cultural, e criador da marca “Barcelona”, cidade onde há mais de trinta anos vive e trabalha no conceito “marca cidade”, uma ideia força em torno do modo de criar e recriar cidades com uma cidadania cúmplice. Actualmente coordena o departamento de Educação, Cultura e Bem-estar social na Generalitat da Catalunha.

http://www.tonipuig.com/

É professor de Marketing na famosa Esade Business School de Barcelona, onde também dirigiu o curso de Gestão Cultural e Comunicação para Organizações Públicas, e lecciona Gestão Cultural na Universidade Autónoma de Barcelona, e em outras universidades espanholas e argentinas. A sua formação académica, heterodoxa e multidisciplinar, integra uma licenciatura em teologia hebraica, estudos de arte e filosofia, especializações em animação sociocultural e comunicação e gestão pública de cidades. É conferencista (ou anti-conferencista, como gosta de afirmar) de renome mundial em assuntos que vão desde o marketing urbano à comunicação de serviços públicos. Foi um dos organizadores do Fórum Mundial de Cultura, decorrido em Barcelona, em 2004. Foi, com José Ribas, fundador da mítica e irreverente revista Ajo Blanco, em 1973.

É autor dos seguintes livros:

  • Animación sociocultural, Cultura y Território, Madrid, Editorial Popular, 1990
  • La Ciudad de las Asociaciones, Madrid, Editorial Popular, 1994
  • Se acabó la diversión, ideas y gestión para la cultura que crea ciudadania, Barcelona, Editorial Paidós, 2004
  • La Comunicación Municipal Complice con los Ciudadanos, Barcelona, Editorial Paidós, 2004
  • Marketing de servicios para administraciones públicas con los ciudadanos, Andaluzia, Dirección General de la Administración Local, 2004
  • Vamos gerir a cultura da cidade com os cidadãos, in Jaume Trilla (Coord.), Animação Sociocultural, Instituto Piaget, 2004
  • Marca Ciudad, Buenos Aires, Paidós, 2008

No seu livro “Se acabó lá diversión” 1 afirma que «as cidades e um mundo melhor construiremos nós mesmos, os cidadãos: acabou-se a submissão». Que quer isto dizer mais precisamente ?

Toni Puig: A cultura está sempre nos extremos, a cultura nunca pode aceitar o status quo em que vivemos, porque a cultura empurra-nos a ir um pouco mais além. Isto acontece desde o nascimento da cultura, quando se começaram a criar os valores humanos universais, tais como o «não matarás» ou «não faças aos outros o que não queres que te façam a ti», que possibilitam a nossa convivência como cidadãos. A partir desse momento, é nossa obrigação exigir uma convivência mais avançada. Como por exemplo, os anos 60 nos Estados Unidos, o caso da emancipação dos negros com Luther King e as lutas pelo respeito e pela igualdade, que durou até aos nossos dias, e em que pela primeira vez é eleito um presidente negro nesse país. Toda esta transformação tem uma profunda base cultural.

Outro tema é o das mulheres e das questões de género, ou da ecologia. A cultura é o motor que nos leva a avançar mais humanamente. Por isso a cultura é insubmissa, quando perguntamos: que podemos fazer para vivermos melhor ?

Mas existe sempre o confronto com novas formas políticas de controle e governamentabilidade ?

Toni Puig: A política tem sempre uma parte de controle, porque nas nossas sociedades é necessário a existência de leis. Contudo, a cultura diz respeito à criatividade. Cultura é também consenso, mas insistir no consenso a mim parece-me um pouco absurdo… já temos consenso que baste. Sobretudo nas cidades o que é importante é avançar em direitos humanos de última geração, em políticas democráticas que permitam mais participação dos cidadãos. Este espaço público será obviamente distinto e mais complexo do da antiga Grécia que inventou a democracia, no qual nem as mulheres nem os escravos participavam.

Será necessário ou possível um reforço do pensamento crítico, num momento que se vive uma crise global, financeira, ecológica e social ?

Toni Puig: Nestes tempos de crise a cultura tem como papel fundamental a interrogação sobre que novos modelos de vida necessitamos. Esta questão é muito importante. Nãos esqueçamos que a cultura surge antes da política. Porque a cultura é sobre «como queremos viver ?», «que cidades queremos ?», «como devemos comportar-nos?», «que valores vamos defender?»…e isto não é uma decisão dos políticos, é uma tarefa de um conjunto plural de vozes que habita hoje as nossas cidades. Depois de respondidas estas questões, os políticos devem então fornecer propostas ao nível da gestão, do «como vamos fazer?» e do «como vamos desenvolver?».

É nesse momento que surgem as Políticas Culturais?

Toni Puig: Não gosto muito do tema «políticas culturais», porque me parece que, nessa perspectiva, as culturas se submetem às políticas. Normalmente aparece sempre um consultor cultural que diz ao político o que deve ser a cultura…e isso é um horror.

Penso que existe um problema chave na cultura, que é o de se ter confundido cultura com Belas Artes.

Mas são necessários serviços públicos de cultura, ou não ?

Toni Puig: Eu creio que em primeiro lugar a cultura é criatividade e mobilização. E aqui estamos mal, adormecemos. Primeiro é preciso pensar e saber o que queremos enquanto cidadãos, só depois entram as políticas e as instituições. Afinal, que mundo queremos depois desta catástrofe financeira? A questão é: para que é que precisamos de espaços, de equipamentos, de organizações, se não for para pensar e trabalhar colectivamente? A minha maior crítica às políticas culturais é que promoveram a construção e a gestão de espaços e projectos antes de pensar claramente acerca da sua necessidade e objectivos. Falo mais detalhadamente sobre isso no meu livro «Se acabó la diversión», sobre a transformação do pensamento e da cultura em espectáculo…e de onde vem isto? Vem desde a segunda guerra mundial, vem dos americanos, da CIA. Existe um bom livro2 sobre este assunto, que conta como depois da segunda guerra mundial e durante a guerra fria a CIA montou uma estratégia cuja finalidade foi desviar os intelectuais e os artistas dos regimes comunistas, fazendo-os aproximar dos ideais supostamente democráticos e liberais americanos, ao mesmo tempo que inicia uma exportação massiva da arte abstracta americana. A partir desse momento, os europeus deixaram-se seduzir pelo grande modelo oficial americano, que basicamente dita que pensemos pouco e consumamos muito espectáculo, um modelo que aproxima a cultura da economia. E daí nascem as indústrias culturais.

Por exemplo, nós aqui em Espanha temos um ministro da cultura em Madrid, que nos últimos anos tem valorizado os artistas e as indústrias culturais, e isso ele fez muito bem. Mas, este senhor, que para mim é um cretino, propôs que a cultura do país fosse determinada pelo «valor» (económico). Mas a cultura não é esse tipo de valor. Afinal, para que necessitamos de um ministro da cultura que se preocupe em aumentar os rendimentos dos artistas. Este facto merece-me todo o respeito, mas é próprio de um ministro da indústria ou da economia. Um ministro da cultura tem de preocupar-se com a qualidade da convivência e da criatividade no país. E o mesmo se passa ao nível municipal. Quantos vereadores da cultura estão a trabalhar com as associações e com os cidadãos para que as pessoas sejam mais criativas, mais poéticas nas suas vidas, para que sejam mais solidárias, mais comunicativas? Cidadãos mais criativos, não apenas nas artes, mas criativos na vida.

Penso que existe um problema chave na cultura, que é o de se ter confundido cultura com belas artes. A cultura é como queremos viver e como criamos vida, e está ligada à sustentabilidade. O centro da cultura é a ética, a ética pública sobretudo. Quantos municípios, em Portugal ou em Espanha, tem a ética como preocupação fundamental da cultura? Mas isto é também jogar com o fogo, porque os partidos políticos não se podem apropriar da ética.

Resumindo, primeiro é preciso um trabalho e um pensamento colectivo para saber que ética relacional criativa necessitamos potenciar. E só depois desse momento reflexivo devia-mos montar as programações e os projectos.

A «agenda 21 da cultura» não é um primeiro passo para promover essa dimensão ética da cultura nos municípios?

Toni Puig: Eu creio que a «agenda 21 da cultura» é um primeiro passo muito pequeno em relação a este assunto. Todavia coloca ainda muito o assento nos artistas, nas programações de exposições, nos teatros…no «como fazemos as coisas». E é verdade, temos de ser justos, pois no modo «como fazemos as coisas» avançámos muito. Porque temos profissionais, equipamentos, instituições,etc. Mas o «QUÊ» (sublinha,subindo o tom de voz) podemos fazer?

Não precisamos ser “terroristas”, não é necessário que as pessoas quando vêm aos nossos teatros ou exposições saiam todas desmontadas. Apenas pedimos, ou eu peço, que saiam pensando um pouco mais, que a ida a um evento cultural lhes proporcione dois minutos para pensar na vida que querem viver. Isto que parece tão simples, tem sido muito complicado. Há medo, no fundo há medo. Medo de pensar que mundo queremos, que cidade queremos.

Eu não me fio em em nenhum programador cultural ou político que decida as coisas só por ele mesmo. Porque é fundamental trabalhar e criar em equipa, desde a pluralidade.

Através de uma perspectiva mais próxima da animação sociocultural ?

Toni Puig: Eu comecei por trabalhar em Barcelona com os temas da animação sociocultural, que significa trabalhar com as pessoas e implicá-las nos processos. Depois chegou a era da gestão cultural, e acharam que tudo aquilo era muito popular, onde havia muita gente popular e anónima. Isso não lhes interessava, por isso sucumbiram ao glamour da gestão cultural. Criaram equipamentos, e muito bem, mas agora estão aborrecidos, sem dinheiro, sem saber o que fazer, pois já programaram de tudo. A gestão cultural funcionou sempre como distribuição de produtos e um difusor de artistas e de actividades, nunca colocou a tónica no pensamento. São cadeias de distribuição comercial de produtos que provoquem resultados imediatos, económicos ou mediáticos. Por isso, não colocam o assento na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

Toda a cultura, toda a programação cultural, cujo objectivo não esteja ancorada no contexto concreto das cidades concretas (reais) e na melhoria das condições de vida intelectual dos cidadãos, não é cultura, é espectáculo! Eu sou um grande defensor dos espectáculos, claro! Precisamos de espectáculos de qualidade, no tipo de vida que levamos precisamos de distracções. Mas, de modo lato diria que tudo o que promove o pensamento é cultura, e tudo o que nos distrai é espectáculo, diversão. Precisamos das duas coisas obviamente. Ninguém consegue estar todo o dia a pensar e a trabalhar…ficaria maluco!

Uma coisa é trabalhar vivendo neste mundo, outra, bem diferente, é estar no meu gabinete a distribuir produtos culturais.

E as artes e os artistas….?

Toni Puig: A questão é esquecer definitivamente os artistas -estou farto dos artistas-, para situarmos no centro da cultura a ética e os valores. Os artistas devem situar-se onde devem estar situados, nas equipas que pensam e gerem a cultura – aliás, aí parecem-me fundamentais.

É necessário repensar as interacções entre cultura e sociedade...

Toni Puig: Claro, isso é lógico. Por exemplo a questão da ecologia. Que temos dito nós, as pessoas da cultura, dos graves problemas ecológicos? Praticamente nada…ficámos mudos. Que temos dito nós, as pessoas da cultura, acerca da violência de género? Nada….Que temos dito nós, as pessoas da cultura, da guerra? Do Iraque…nada. Há um episódio que costumo contar: quando estavam dois milhões de pessoas em Barcelona numa manifestação contra a guerra do Iraque, eu estava a dar um curso para directores de museus, e perguntei-lhes: amanhã o que vão fazer? Responderam-me: amanhã continuamos a programação…Não pode ser, disse eu! Se as pessoas se mobilizam contra a guerra do Iraque, os museu deviam dizer algo sobre isso. Ok, não podem montar uma mega exposição, mas têm de ser mais imaginativos. Todos os museus têm uma obra que vai contra a guerra e a violência…aproveitem-na e a partir dela criem uma acção contra a guerra, em rede com os museus de Barcelona.

Uma coisa é trabalhar vivendo neste mundo, outra, bem diferente, é estar no meu gabinete a distribuir produtos culturais. A primeira diz respeito a trabalhar com os cidadãos, a segunda é continuar com o sistema da arte, as politicas culturais, enfim, mais do mesmo, um horror. Depois não se queixem que as pessoas não se interessam pela cultura.

Quer dizer com isso que há um “silêncio dos intelectuais” ?

Toni Puig: Os intelectuais deviam tomar uma pastilha e ter uma morte digna. Porque são uma pandilha de indignos, em 90% dos casos. Durante estes últimos 30 anos de problemas que têm afectado o mundo, estiveram calados como umas putas (expressão vernácula na catalunha). Porque são pagos pelos governos, ou por instituições, às quais interessa o seu silêncio. Desde os anos 70 que foi desaparecendo a classe intelectual, que para o bem ou para o mal, ainda era um dos veículos da cultura europeia. Neste momento existe uma acomodação muito grande, quer face ao mercado, quer face ao Estado.

A pergunta clássica: então o que fazer?… uma nova terceira via ?

Toni Puig:Não, não julgo que se trate de uma nova terceira via. Creio que se as coisas continuarem assim, aparecerá um grupo dissidente revolucionário. Agora estou encantado (desabafa)… Para além disso é preciso saber que estamos diante da terceira guerra mundial, estamos todos fartos… fartos de pobreza…fartos dos problemas ecológicos…fartos da má redistribuição económica…fartos de termos os filhos nas universidades para depois irem para o desemprego… fartos da sociedade do espectáculo… fartos de consumir tanto… fartos de comer todo o tipo de merda… fartos de muita coisa. Temos de mudar o capitalismo, dar-lhe novamente um rosto humano. Temos de deixar de consumir alarvemente.

Como se articulará isto?

Toni Puig:Há dois grandes culpáveis: os intelectuais, que como disse precisam de fazer um suicídio colectivo, e todas as associações civis que se dedicaram a fazer o mesmo que os gestores culturais, a gestionar produtos e serviços…a puta da gestão dos serviços…deu nisto. Montaram serviços de solidariedade, de cultura, de não sei quê, em outsourcing…mas a função das associações civis é mobilizar os cidadãos. Eu também me sinto culpado, claro. Fui um dos responsáveis pela ideia da gestão de serviços pelas associações da Catalunha, e acabei por criar um gigante monstruoso.

Se isto está neste ponto, se a criatividade se encontra ao serviço da competição e do «ser diferente» porque sim, a política cultural dos municípios continua muito mal. Porque em vez de se promover o debate, a construção de consensos a partir da pluralidade, temos que os gestores dos municípios apenas fazem uso dos stocks de produtos que as entidades privadas lhes oferecem, que é o que está no mercado. A partir destas opções, vendidas por catálogo, montam as suas programações que nenhuma relação mantém com as necessidades especificas e concretas de cada cidade e dos desejos mais profundos dos cidadãos. Fica-se então pelo superficial e pelo bonito…que muitas vezes não interesa a ninguém. Isto a mim, pessoalmente, motiva-me pouco.

1Toni Puig, Se acabó la diversión: ideas y gestión para la cultura que crea y sostiene ciudadania, Paidós, Barcelona, 2004

2Toni Puig refere-se ao livro The Cultural Cold War: the Cia and the World of Arts and Letters, de Frances Stonor Saunders (1999).