Archive for the ‘ 2.2. gestão da cultura e das artes: o que é? ’ Category

competências | saídas profissionais

  • concepção, produção e gestão de projectos culturais nas áreas do Património, das Artes plásticas, das Artes performativas e das Indústrias culturais;
  • programação cultural e direcção artística em Festivais, Bienais, Pelouros Autárquicos, Fundações, Associações e Empresas culturais;
  • elaboração de planos de marketing, estratégias de comunicação e de promoção de eventos, produtos ou serviços culturais;
  • desenvolvimento de planos de Financiamento à cultura (mecenato e patrocínios) a partir de grandes ou médias empresas;
  • exercício de funções de jornalismo e de crítica cultural nos meios de comunicação generalistas e especializados, assim como nos sítios da Internet de organizações culturais
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a profissão: FAQ’s

O que é um Gestor Cultural?

É quem gere vários recursos (ver resposta seguinte) de forma a cumprir os objectivos e as estratégias de uma organização cultural nas áreas do património, das actividades artísticas e das indústrias culturais e criativas.

Qual a natureza dos recursos implicados no trabalho de um gestor cultural?

Um gestor cultural gere recursos culturais (projectos e autores a que possa recorrer); materiais (sempre que se impõem decisões logísticas: espaços e equipamentos); humanos (necessidade de gerir pessoas e equipas técnicas); financeiros e comunicacionais.

Quais são as funções de um gestor cultural?

Em regra, estão sintetizados na sigla PEVA: Planificação (P) e Execução (E) de um Plano de Acção Cultural em função de objectivos e estratégias (que podem ter sido por ele definidos) e com base em recursos que ele administra. Verificação (V) do cumprimento dos objectivos e Actuação (A) sobre o planificado e o executado.

Qual a importância e visibilidade desta profissão?

Visto que as actuais linhas orientadoras da política cultural passam pela descentralização e pela aposta nas indústrias criativas, necessidades como a optimização de recursos, desenvolvimento de estratégias de parceria, de cooperação e de economia de escala têm interpelado cada vez mais o trabalho dos gestores culturais. Por outro lado, o crescimento do turismo cultural e a emergência de novos Festivais, Encontros e Bienais têm dinamizado o mercado de trabalho da gestão cultural. A proeminência desta profissão resultou da necessidade de fazer circular produções, de gerir recursos financeiros e formar públicos) e de poder articular as produções de pequenas, médias e grandes organizações culturais. De um modo geral, a necessidade das cidades ganharem visibilidade e se auto-promoverem, designadamente através das suas autarquias, sob a «marca» da cultura, tem feito crescer os investimentos na gestão e na programação cultural.

 

o gestor cultural e o programador cultural são parceiros dos criadores

Os criadores (sejam eles escritores, realizadores, actores, pintores ou designers) precisam de fazer chegar as suas obras ao público nas melhores condições possíveis. Precisam de dinheiro, de uma estrutura organizacional, de recursos técnicos e comunicacionais, além de que precisam que as suas obras sejam conjugadas com discursos ou mesmo com outras obras que  contextualizem o seu trabalho e o valorizem.

O gestor cultural e o programador cultural são mediadores entre os criadores e os públicos, mas também, muitas vezes, entre os criadores e o poder político, o que faz deles figuras decisivas para a dinâmica do campo cultural.

A fruição da cultura (do que é novo e arrojado, mas também do que é clássico e tradicional), tal como o acesso à cultura (ao que é produzido fora ou mesmo dentro do país) muito dependem destes profissionais. A sua especialidade é propiciar encontros, ligações entre as pessoas e as suas várias linguagens.