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culture minds entrevista António Pinho Vargas

apvargas

António Pinho Vargas, compositor, músico e ensaísta, lançou em 2011 um livro que decorreu do seu doutoramento em Sociologia da Cultura na Universidade de Coimbra e que se intitula ‘Música e Poder. Para uma Sociologia da Ausência da Música Portuguesa no Contexto Europeu’.

Neste livro explica como Portugal ficou excluído da vida musical europeia, dos seus discursos e das suas programações. Mas expõe também como fomos incapazes de resistir ao cânone musical que a Europa criou a partir de países como a Inglaterra, a França ou a Alemanha.

António Pinho Vargas refere-se com frequência a uma subalternidade portuguesa ao que ‘vem de fora’ e a uma compulsão nacional em procurar referências no exterior. Se uma tal mentalidade poderá ser entendida como síndroma do nosso isolamento durante o Estado Novo, cabe-nos saber como ultrapassá-lo e, mais especificamente, como a música portuguesa pode ultrapassar essa espécie de ‘medo de existir’, como José Gil lhe chamou.

 

culture mindsmaio2013-01

 

 

A entrevista culture minds com António Pinho Vargas tem lugar amanhã, 29 de Maio, às 14h30 no Estúdio Q. Entrada livre.

para mais informações sobre António Pinho Vargas:

www.antoniopinhovargas.com

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culture minds: entrevista Jorge Barreto Xavier e Miguel Honrado | as políticas culturais em Portugal

Visualize a gravação da terceira entrevista culture minds: Jorge Barreto Xavier, especialista em políticas públicas, e Miguel Honrado, presidente da EGEAC, distinguem as políticas culturais exercidas pelo Governo e pelo poder local, expõem os benefícios dos programas europeus de financiamento à cultura e, entre outros assuntos, debatem a internacionalização deste sector. culture minds é uma iniciativa do 2º ciclo em Programação e Gestão Cultural e do 1º ciclo em Ciências da Comunicação e da Cultura da Universidade Lusófona. Aceda ao vídeo aqui.

culture minds: entrevista Cláudia Madeira e José Soares Neves | a programação cultural e os públicos da cultura

Visualize a gravação da segunda entrevista culture minds: Cláudia Madeira, socióloga e investigadora em programação cultural, e José Soares Neves, também sociólogo e investigador no Observatório das Actividades Culturais, expõem as tendências da programação cultural e dos estudos de públicos nas práticas culturais nacionais. culture minds é uma iniciativa do 2º ciclo em Programação e Gestão Cultural e do 1º ciclo em Ciências da Comunicação e da Cultura da Universidade Lusófona.  Aceda ao vídeo aqui.

culture minds: entrevista Rosa Videira e Anabela Afonso | propriedade intelectual e direito de autor

Visualize a gravação da primeira entrevista culture minds: Rosa Videira, advogada especialista em direitos de autor, e Anabela Afonso, jurista especialista em propriedade intelectual, expõem os principais desafios que a cultura e a programação cultural enfrentam no âmbito da propriedade intelectual e da sua vertente de direito de autor. culture minds é uma iniciativa do 2º ciclo em Programação e Gestão Cultural e do 1º ciclo em Ciências da Comunicação e da Cultura da Universidade Lusófona. Aceda ao vídeo aqui.

culture minds | sexta 4 maio 11:00 | programação cultural e públicos da cultura

Nesta segunda entrevista do programa ‘Culture Minds’, Cláudia Madeira e José Soares Neves serão entrevistados por Victor Flores para partilharem as suas observações sobre a cena cultural contemporânea e debaterem as tendências que vêem emergir nas práticas programáticas e de consumo cultural. A hibridização das artes performativas e das artes plásticas, a  participação na cultura como acto de cidadania, a percepção pelo público do trabalho e do pensamento do programador, são algumas dessas questões. O contributo dos estudos de públicos para a compreensão destas realidades e a diversidade e complementaridade destes estudos é também tema neste debate.

Cláudia Madeira é sociologa e autora de “Os Programadores Culturais: Novos Notáveis” e “Híbrido: do Mito ao Paradigma Invasor”, estando a realizar o seu projecto de pós-doutoramento, “Arte Social”, no Instituito de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. José Soares Neves é também sociólogo e investigador no Observatório das Actividades Culturais, tendo realizado diversos estudos e projectos de investigação na área dos públicos da cultura.  Ambos são docentes no Mestrado em Programação e Gestão Cultural. Victor Flores é docente e coordenador do Mestrado em Programação e Gestão Cultural, e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova e Lisboa.

Foto de ferax, no flickr

A entrevista decorrerá no estúdio de televisão do Edifício F (r/c) . Aparece às 10.45 para assistir à gravação!

profissionais da cultura visitam as turmas de ccc

Em  Abril e Maio três profissionais de diferentes áreas da cultura farão apresentações nas turmas de CCC sobre o âmbito das suas profissões. O ciclo de apresentações, designado ‘Práticas da Cultura e das Artes’, tem como objectivo descrever o campo de actuação e os desafios profissionais da ‘comunicação cultural’, da ‘produção cultural’ e da ‘programação cultural’. O programa deste ciclo é o que se segue:

Práticas da Cultura e das Artes

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_A comunicação cultural

A 18 de Abril, Rita Castel Branco, directora de comunicação da EGEAC, apresentou-nos a campanha de comunicação que a EGEAC tem desenvolvido nos últimos anos para as Festas da Cidade. A sardinha, prato forte do Santo António, passou a ser o símbolo destas festas, decorando a cidade nos mais diferentes suportes de comunicação. O concurso que apura as propostas (das sardinhas) vencedoras tem tido uma participação tão forte quanto crescentemente criativa. A adesão de novos e jovens públicos às Festas da Cidade tem sido assinalada pelo entusiasmo com que estas imagens são procuradas e também pelo sucesso do prémio Facebook. Aqui ficam as classificadas deste ano:

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_A produção cultural   [quinta-feira, 26 Abril- 12.30h: D.2.5]

Carla Miraldo Cardoso- directora de Produção da Bienal Experimenta Design

_A programação cultural  [quarta-feira, 02 Maio- 12.30h: sala S.0.11]

Giacomo Scalisi- programador do ‘Festival TODOS- Caminhada de Culturas’ e do ‘Movimenta-te. Trajectórias de Programação Cultural em Rede’

Podem assistir quaisquer alunos de CCC, independentemente da turma ou turno.

As apresentações terão a duração aproximada de 30′.

Gestão da Cultura e das Artes assiste a espectáculo de Olga de Soto na Culturgest

“história(s)” de Olga de Soto, na CulturGest

 

Que memórias conservam os espectadores de um espectáculo de dança que decorreu há mais de 60 anos? Será a memória um meio de registo eficaz para contrariar a efemeridade das artes performativas? No âmbito da investigação sobre os «públicos da cultura» que a unidade curricular em ‘Programação Cultural’ está a desenvolver com os alunos de Gestão da Cultura e das Artes, a turma do 3º ano assistiu no início de Novembro ao documentário-performance

“história(s)” de Olga de Soto na Culturgest. Um dos alunos enviou-nos um relato desta experiência…

A “história(s)” de Olga de Soto é uma coreografia curiosa inspirada no bailado “Le Jeunne Homme et la Mort“, de Jean Cocteau, uma obra de referência da história da dança que se estreou em Paris, no “Théâtre des Champs-Elysées”, no já longínquo dia 25 de junho de 1946. A “história(s)” de Olga de Soto é uma coreografia onde os espetadores da sessão inaugural, há mais de 60 anos!…, são os protagonistas. Todos na casa dos oitenta e muitos anos, foram entrevistados e trouxeram depoimentos sobre as suas recordações marcantes sobre o espectáculo.

Este convite a Olga de Soto insere-se num projeto da Culturgest de homenagear todos os anos um artista diferente. “Que proposta estranha! Porquê eu?” Questionou-se a coreógrafa. “Uma homenagem? Como prestar homenagem a este espetáculo que realmente nunca vi?” De Le Jeunne Homme et la Mort“, o que Olga se lembrava, era tão somente algumas imagens vagas de um filme a preto e branco, dos movimentos pungentes de Jean Babilée, “um bailarino extraordinário”, e do seu rosto sombrio, contraído, ferido, “com uma expressão exagerada”. Igualmente tinha a recordação vaga de um homem que se enforca e de uma mulher com uma máscara horrível de morte. “As sacudidelas das pernas, dos pés, dos braços, do corpo suspenso do enforcado”.

Após a coreografia, houve lugar para uma conversa informal com Olga de Soto na Sala 1 da Culturgest. Num surpreendente e fluido português (Olga de Soto é espanhola e reside na Bélgica), a coreógrafa permitiu-nos conhecer melhor os “bastidores” deste espetáculo.

Onde encontrar as pessoas, que não conhecia, que tinham assistido, há 60 anos, à estreia? Grande desafio para Olga de Soto. Tanto maior porque tinha estabelecido a meta de só falar com “espetadores verdadeiros”, pessoas que não fizessem parte do círculo artístico da época, simples anónimos que tivessem assistido à estreia. Quem a poderia ajudar? Jean Cocteau, responsável pelo libreto, morreu em 1963. Georges Wakhevitch morreu em 1984. Boris Kochno, na altura diretor do Ballets des Champs Elysées, morreu em 1990. Rolant Petit, o coreógrafo, e a bailarina Nathalie Philippart mostravam-se impossíveis de encontrar. A única pessoa que conseguiu localizar e falar foi com o bailarino Jean Babilée.

Depois de um anúncio no jornal “Le Figaro” à “procura de espetadores que tenham assistido à estreia de Le Jeune Homme e la Mort, no Théâtre des Champs Elysées, em junho de 1946”, Olga de Soto recebeu alguns contactos, poucos. Todos os que viriam a constituir a sua verdadeira equipa de protagonistas da coreografia. São nove. Nenhum ficou excluído, nenhum outro foi acrescentado à equipa.

Olga de Soto pensava neste púbico da estreia de “Le Jeune Homme e la Mort”, em 1946, nas memórias que ainda poderia ter, no que teria guardado do argumento, dos intérpretes, da coreografia e do cenário. O que poderia restar de tudo isto nas memórias de de cada um? É que na altura eram jovens, alguns mesmo muito jovens. Hoje têm idade muito avançada e ….rugas.

Começaram as entrevistas, filmadas, com a recolha de testemunhos comoventes. Mas “a memória é subjetiva”, diz de Soto; “tem os seus buracos de esquecimento e as suas lombas límpidas, os seus acidentes, as suas hesitações mas também, por vezes, recursos extraordinários escondidos”. “histoire(s)” dá a ouvir vozes e narrativas que o tempo fraturou. Le Jeune Homme et la Mort está neles, acompanhou-os durante boa parte do caminho”, conclui Olga de Soto. E esta recolha permitiu a Olga de Soto uma montagem fílmica, como uma coreografia em que os materiais principais são as palavras, as intenções e as entoações.

Um espetacular jogo de iluminação a incidir nos diversos ecrãs, criteriosamente distribuídos pelo palco, e a música de Johann Sebastian Bach, como na estreia de 1946, emolduraram a “histoire(s) de Olga de Soto”, uma vídeo-coreografia de projeções das recolhas efetuadas, onde a própria coreógrafa é interprete, juntamente com Cyril Accorsi. Este projeto foi estreado em maio de 2004, no Kunstenfestivaldesarts, em Bruxelas. Desde então, tem circulado por toda a Europa com enorme sucesso.

@Hernâni de Lemos Figueiredo (2011)