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fórum jovens investigadores em política cultural

A Fundação Cultural Europeia e a rede ENCATC abriram call para candidaturas ao 6º ‘Fórum Jovens Investigadores em Política Cultural’ que terá lugar entre 11 e 12 de Setembro na Goldsmiths, University of London. Para mais informações visite o site: http://www.encatc.org/pages/index.php?id=83

Consulte o flyer: YCPRF_Flyer_2012

 

 

 

 

 

 

ccb recebeu 740 propostas de programação para 2013-15: … um caso de estudo!

Citamos Publico online, 18.04:

“Segundo o comunicado da FCCB, das 740 propostas apresentadas, 252 são da área da música, 173 do teatro, 61 da dança e 14 do cinema. Candidatam-se ainda 31 projectos destinados ao serviço educativo e 44 para projectos transversais de artes performativas.
Na área da literatura, cultura portuguesa e ciência, o CCB recebeu 29 propostas, enquanto para exposições foram apresentados 126 projectos. As restantes 10 propostas incluem projectos desportivos, sociais e outros, indica a nota da instituição.

Numa iniciativa inédita, o CCB convidou todos os criadores portugueses, assim como produtores, operadores e agentes culturais, independentemente das suas áreas, a apresentarem propostas de projectos que se pudessem adequar à programação da instituição. Pela primeira vez, o CCB incitou os artistas a procurarem a instituição, contrariando assim a lógica da construção da programação daquele espaço. Isto já acontecia antes com o projecto BoxNova, que se dirige a todos os coreógrafos que desejem apresentar as suas criações, e com o Belém Urbana, no âmbito do festival CCB Fora de Si.

Quando o anúncio foi feito, o presidente da FCCB desde finais de Janeiro, Vasco Graça Moura, explicou que a ideia passava inicialmente por se fazer um levantamento daquilo que existe em Portugal a nível cultural, explicando que as propostas deveriam ter em conta a identidade do espaço.

“Se, como se espera, da presente iniciativa resultarem contributos válidos para a programação das actividades da FCCB, passará ela a ser realizada todos os anos, sendo assumida como acção estruturante do diálogo com criadores, produtores, operadores e agentes culturais”, dizia então o anúncio.

Segundo a nota de imprensa divulgada nesta quarta-feira, a análise das propostas já começou, “com vista à selecção das que possam ser consideradas na programação”.

APOIO À INTERNACIONALIZAÇÃO DAS ARTES

 

A Direcção Geral das Artes anunciou aqui  a aprovação da Portaria de Apoio à Internacionalização das Artes, a qual vem regulamentar uma linha de apoios financeiros a projetos artísticos que se desenvolvam no estrangeiro, tendo em conta que, no atual contexto, a existência de dispositivos de internacionalização dirigidos às artes é crucial para o fomento do empreendedorismo e para o alargamento de mercados do setor artístico.

Prevê-se a abertura, por via de concurso público, até três vezes por ano, com as regras de acessibilidade e transparência fundamentais à atribuição de financiamento estatal, a linha de Apoio à Internacionalização das Artes será implementada muito em breve, mediante a publicação do aviso de abertura.

Ainda no que se refere ao apoio à internacionalização das arte, é de salientar que a Fundação Calouste Gulbenkian também concede, entre outros, apoios a projectos de artes visuais (exposições individuais ou colectivas) de artistas portugueses realizadas no estrangeiro.  Neste caso, são valorizados os projectos de exposição com curadoria e/ou com o envolvimento de uma instituição ou estrutura de produção e difusão artísticas internacionais. Para mais informação consultar aqui.

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Todas as estratégias e apoios à internacionalização são muito bem vindas, até porque existe um deficit na balança de transacções internacionais, ou seja a importação é maior do que a exportação de bens artísticos,  importa por isso ter em atenção alguns estudos e informação já realizados nesta área de actuação.

Em 2009 o valor das exportações de bens culturais ultrapassou 62,5 milhões de euros, o que representa um decréscimo, a preços correntes, de 22,5% face ao registado no ano anterior. O valor das importações de bens culturais ultrapassou 225,4 milhões de euros, tendo decrescido 15,7%  face a 2008. Em resultado destes movimentos, verificou-se um saldo negativo de 162,9 milhões de euros. (Fonte: INE, Anuário Cultura 2009)

Segundo o estudo do Observatório das Actividades Culturais – Mobilidade internacional dos artistas e outros profissionais da cultura (Jan. 2010). Estudo disponível em pdf aqui:

  • A Espanha é claramente o principal destino dos espectáculos vendidos para o exterior (38%), perfazendo o conjunto dos países europeus 76% das vendas internacionais
  • Os países lusófonos representam 18% dos espectáculos vendidos para o exterior, o Brasil 15%
  • A língua é um capital pouco explorado: o horizonte europeu é claramente privilegiado face ao espaço da lusofonia
  • O potencial do Brasil enquanto parceiro e enquanto mercado não se traduz num intercâmbio efectivo
  • A música surge claramente como sector mais internacionalizado, em contraste com o teatro.

Pontos Fracos relativamente ao comércio internacional do sector cultural e criativo:

i) Fraco dinamismo das indústrias relacionadas e de suporte ao sector cultural e criativo – aspecto relevante do ponto de vista da sustentabilidade dos empregos e da competitividade nas indústrias criativas

ii) Dificuldade em articular lógicas de produção e de distribuição

iii) Dificuldade de valorização internacional da língua portuguesa – remetendo para a estagnação das exportações das indústrias culturais

iv) Fraca valorização de aspetos relativos à internacionalização e distribuição de agentes públicos e privados.

 

 

uma programação cultural online

Na última década, a crescente utilização das novas tecnologias (designadamente da Internet) pelas instituições culturais permitiu o reconhecimento de novos e potenciais públicos para a cultura. Por tenderem a ter diferentes tipologias e por demonstrarem predisponibilidade em aceder a ‘conteúdos relacionados’ e, inclusive, em produzir conteúdos originais, estes públicos foram rapidamente reconhecidos como um ‘activo’ diferente dos públicos offline ou ‘tradicionais’. Não será arriscado prever que um dos resultados mais imediatos deste facto tenderá a ser os sites deixarem de ser pensados como meros espelhos das programações intramuros das instituições, e passarem a ser nova e decisiva matéria de trabalho dos programadores. E muito está por pensar sobre este assunto. Não só porque a relação da programação cultural com o espaço (material e concreto) é uma relação fundadora e constituinte, mas também porque este novo espaço (virtual e digital) é facilmente conotável com ‘comunicação’, ou ‘marketing’, duas áreas com que a cultura se tem frequentemente desencontrado. Decididamente, já não será demasiado cedo para reflectirmos e falarmos de uma programação cultural online, tendo em conta que podemos aceder a diferentes ofertas de conteúdos pensados e criados especificamente para essas plataformas por programadores culturais. Alguns dos campos mais emancipados nesta área- e nunca por acaso!- são a música, as artes plásticas e as artes tecnológicas, cujo exemplo deve merecer a nossa atenção.

Precisamente há um ano, Rui Guerra (da It’s Not That Kind) intensificou este debate sobre o proveito que a cultura pode ter com as novas tecnologias (e que, por exemplo, um ano antes era tratado como sintoma da emergência de uma ‘cloud culture’, como o último post nos dá conta) através de uma entrevista sobre ‘Online Strategies for Cultural Spaces’. Por ser uma chamada de alerta para um tema que nos vai acompanhar por algum tempo, vale a pena relembrá-lo aqui.

Cultura e Artes na Nuvem

A digitalização da cultura, apesar de não ser um fenómeno novo, tem sido um processo em rápida aceleração. Hoje em dia a denominada ” Cloud Culture” , que poderíamos traduzir por a cultura digitalizada (imaterial) e disponível nas redes computacionais (nuvem) é uma das grandes concorrentes da cultura  promovida pelos mais diversos equipamentos culturais.

Enquanto objecto de estudo vale a pena ler o texto de Charles Leadbeater (disponível gratuitamente no site da editora):

Na realidade virtual, ou seja, algures na nuvem, podemos encontrar…

A Europeana permite às pessoas explorar os recursos digitais de museus, bibliotecas, arquivos e colecções audiovisuais da Europa. Promove oportunidades de descoberta e de actividade num espaço multilingue onde os utilizadores podem colaborar, partilhando e sendo inspirados pela rica diversidade do património cultural e científico da Europa.

http://www.europeana.eu/portal/

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O Google Art Project é fruto da colaboração da Google com os mais importantes museus e galerias, com o intuito de dar a conhecer as suas colecções e as obras mais significativas da história da arte.

http://www.googleartproject.com/

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A artista Paula Rego também já possui obra digitalizada na nuvem. O projecto Deep Zoom mostra os trabalhos desta artista produzidos nos anos 70, e resulta de uma colaboração entre o museu Paula Rego/Casa das Histórias e a empresa Microsoft.

http://paularego.blob.core.windows.net/deepzoom/Default.html

um ‘referencial’ para as cidades ‘globais e criativas’

O ‘Centre for Culture and Technology’ da Curtin University, Austrália, criou um novo referencial para as cidades criativas. O documento (Index ‘(C2I)2 ‘), encomendado pelo ‘Beijing Research Centre for Science of Science’, foi dirigido por John Hartley e recentemente publicado no Journal of Cultural Science (Vol 5, Nº1 (2012)) com o título ‘Creative City Index’.

Consulte-o aqui: Index “(C2I)2 = CCI-CCI Creative City Index”

 

guia de financiamentos à cultura [gpeari]

O ” Guia de Apoios à Cultura e Criatividade” dá a conhecer os programas de apoio e os mecanismos financeiros disponíveis para projectos na área da cultura e da criatividade, com o objectivo de dotar criadores, agentes culturais e empresários com um instrumento prático que ajude a promover e dinamizar as suas actividades.

Guia Financiamentos à Cultura_ Gpeari Junho2011